sábado, 12 de junho de 2021

Jorge Fonseca, um judoca grande campeão

Estamos a atravessar um período em que a crispação política nacional está a aumentar pela conjugação do cansaço de quem governa e de quem espera vir a governar, mas também dos efeitos acumulados da pandemia e, naturalmente, pela aproximação das eleições autárquicas. Tudo está a servir para que muitos políticos apareçam nas televisões a marcar espaços e a mostrar que existem, muitas vezes ultrapassando as regras do bom senso e tornando-se demasiado ridículos. 
Começa a ser insuportável ver e ouvir esta gente que tudo critica e tudo reivindica, esquecendo-se que as necessidades são ilimitadas, mas que os recursos são escassos.
No meio deste clima de crispação, vão aparecendo os resultados de alguns atletas que mercê do seu trabalho e da sua dedicação se destacam no panorama internacional, em diversas modalidades desportivas. Assim aconteceu ontem com Jorge Fonseca que conquistou a segunda medalha de ouro da sua carreira e se tornou bicampeão mundial de judo na categoria de menos de cem quilos, depois de vencer cinco combates e todos por ippon. Não é habitual que os atletas portugueses consigam estes resultados e, por isso, a nossa satisfação tem que aqui ficar expressa. Curiosamente, o jornal A Bola homenageou Jorge Fonseca com grande e merecido destaque de primeira página, embora tivesse escolhido a palavra Monstruoso que não é feliz, pois significa extraordinário, mas também pode significar horroroso. Já o jornal O Jogo escolheu o título show Jorge que “ganhou cinco combates em nove minutos e meio”. Porém houve jornais, como o Público, que nem sequer falaram de Jorge Fonseca na primeira página, preferindo escolher banalidades como aliás fazem demasiadas vezes.