Quando o mundo e
a imprensa internacional hoje se concentram, falam e escrevem sobre Davos,
Donald Trump, a Gronelândia e sobre essa criação trumpiana que é, ou vai ser, o Board
of Peace, no território de Macau celebra-se o 450º aniversário da sua diocese,
que foi criada por decisão de 23 de janeiro de 1576 do Papa Gregório XIII.
Nesta cidade de Macau, que até
1999 esteve sob soberania portuguesa, predomina a religião budista e apenas
4% da população segue a Igreja Católica, muitos deles imigrantes filipinos, a
Diocese de Macau e a Santa Casa da Misericórdia de Macau são “pilares da
identidade histórica do território”, como escreve na sua edição de hoje o
jornal macaense Tribuna de Macau. Essa identidade é reconhecida pela Unesco ao
classificar o Centro Histórico de Macau como património da Humanidade, com referência
explícita aos símbolos do património cultural e religioso macaense, designadamente
as ruínas de São Paulo, que é um ex-libris da cidade, a Sé Catedral, a Igreja
de São Domingos e o edifício-sede da Santa Casa da Misericórdia, no Largo do
SenadoAo longo da sua existência
de 450 anos, a Diocese de Macau tem sido um centro de propagação do catolicismo
no Oriente e tem assumido a missão de estabelecer pontes entre o Oriente e o Ocidente,
promovendo a educação, a caridade, os direitos humanos e o serviço pastoral, mas
por via indirecta também tem sido um símbolo da cultura portuguesa em Macau.
A efeméride será assinalada
com um programa comemorativo que adoptou o tema “De Macau para o Mundo: 450 Anos
de Missão e Misericórdia” e, durante o ano de 2026, organizará uma série de
actividades e exposições comemorativas.
Actualmente. a diocese de Macau é gerida
pelo Bispo D. Stephen Lee Bun-sang, natural de Hong Kong e com 69 anos de idade,
que se formou em Arquitectura em Londres e trabalou como arquitecto em Hong Kong, antes de
ser ordenado padre em 1988.
