sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Diocese de Macau celebra 450 anos

Quando o mundo e a imprensa internacional hoje se concentram, falam e escrevem sobre Davos, Donald Trump, a Gronelândia e sobre essa criação trumpiana que é, ou vai ser, o Board of Peace, no território de Macau celebra-se o 450º aniversário da sua diocese, que foi criada por decisão de 23 de janeiro de 1576 do Papa Gregório XIII.
Nesta cidade de Macau, que até 1999 esteve sob soberania portuguesa, predomina a religião budista e apenas 4% da população segue a Igreja Católica, muitos deles imigrantes filipinos, a Diocese de Macau e a Santa Casa da Misericórdia de Macau são “pilares da identidade histórica do território”, como escreve na sua edição de hoje o jornal macaense Tribuna de Macau. Essa identidade é reconhecida pela Unesco ao classificar o Centro Histórico de Macau como património da Humanidade, com referência explícita aos símbolos do património cultural e religioso macaense, designadamente as ruínas de São Paulo, que é um ex-libris da cidade, a Sé Catedral, a Igreja de São Domingos e o edifício-sede da Santa Casa da Misericórdia, no Largo do SenadoAo longo da sua existência de 450 anos, a Diocese de Macau tem sido um centro de propagação do catolicismo no Oriente e tem assumido a missão de estabelecer pontes entre o Oriente e o Ocidente, promovendo a educação, a caridade, os direitos humanos e o serviço pastoral, mas por via indirecta também tem sido um símbolo da cultura portuguesa em Macau.
A efeméride será assinalada com um programa comemorativo que adoptou o tema “De Macau para o Mundo: 450 Anos de Missão e Misericórdia” e, durante o ano de 2026, organizará uma série de actividades e exposições comemorativas.
Actualmente. a diocese de Macau é gerida pelo Bispo D. Stephen Lee Bun-sang, natural de Hong Kong e com 69 anos de idade, que se formou em Arquitectura em Londres e trabalou como arquitecto em Hong Kong, antes de ser ordenado padre em 1988.

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