Os portugueses
passaram a última noite em frente dos televisores, em casa, nos cafés ou nas
praças públicas, para ver o encontro entre as equipas de Portugal e da Croácia
dos 16 avos de final do Campeonato Mundial de Futebol da FIFA que se disputou
em Toronto, uma cidade canadiana onde vivem milhares de portugueses.
Era um jogo de mata-mata, uma expressão popularizada em
Portugal pelo antigo selecionador nacional Luiz Felipe Scolari, que significa
que o vencedor passa à fase seguinte, mas que o derrotado sai da competição, ou
seja, é o “tudo ou nada” para cada uma das equipas. A equipa portuguesa esteve
bem e foi mais feliz que a equipa adversária. Dominou mas sofreu um golo, reagiu
e empatou através de uma grande penalidade que Cristiano Ronaldo converteu. Já
no período de descontos, aos 94 minutos de jogo, surgiu o segundo golo da
equipa portuguesa que foi marcado por Gonçalo Ramos que, finalmente, teve a
oportunidade de jogar, pois o selecionador Martinez insiste em utilizar Ronaldo
para além dos seus limites naturais. Embora Ronaldo e Ramos sejam “oficiais do
nesmo ofício”, um com 41 anos e outro com 25 anos de idade, este jogo parece ter
mostrado que, no plano futebolístico, têm rendimentos diferentes…
Provavelmente, a
grande figura do jogo foi Diogo Costa, o guarda-redes que “se fartou de
defender”, mas a imprensa canadiana, mexicana e de vários outros países
sul-americanos destacaram Ronaldo como “a figura do jogo”, o que mostra que
Ronaldo, embora seja um futebolista em fim de carreira, é uma marca valiosa e
que é a mais conhecida marca portuguesa nesta aldeia global em que habitamos.
O jornal Toronto
Sun de formato tablóide e de grande circulação, publicou com destaque
de primeira página a fotografia de CR7 e escreveu que ele “ajudou a destruir as
esperanças da Croácia”. É verdade, mas outros terão ajudado mais…
