segunda-feira, 30 de março de 2026

Os americanos em protesto contra Trump

Já passou um mês desde que a aliança Netanyahu-Trump decidiu atacar o Irão e, apesar destes dois fanfarrões anunciarem vitórias todos os dias, não parece que os seus adversários estejam derrotados. O evidente controlo da informação que a referida aliança deixa passar todos os dias para os mass media não nos permite saber o que realmente se passa no campo de batalha.
O que é sabido desde o primeiro dia é que não houve justificação para atacar um regime brutal de um país soberano e que, tal como aconteceu com o Iraque em 2003, o ataque ao Irão resulta de uma mentira grosseira. A maioria dos americanos está contra a agressão americana ao Irão desde o primeiro dia e parece que perdeu a paciência com o Donald e com o seu estilo autoritário de governo, com a guerra do Irão que pode ser trágica e humilhante para os Estados Unidos, mas também com as contínuas ameaças à soberania da Venezuela e de Cuba, com a negação das alterações climáticas e com as políticas de imigração e a violência e desumanidade com que são impostas.
No passado fim-de-semana calcula-se que cerca de nove milhões de americanos saíram à rua em todos os 50 estados americanos e sob o lema No Kings, participaram em mais de três mil eventos nas principais cidades, subúrbios e zonas rurais para protestar contra o Presidente dos Estados Unidos. Os organizadores afirmaram que "Trump quer governar-nos como um tirano, mas isto é a América e o poder pertence ao povo – não a aspirantes a reis ou aos seus comparsas bilionários". Em várias cidades do mundo, como Paris, Londres e até no Porto, realizaram-se acções de protesto contra Trump.
O jornal nova-iorquino Daily News dedicou a primeira página da sua edição de ontem ao protesto No Kings em Nova Iorque, em que participaram “tens of thousands”.
E aí está como são sábios os ensinamentos de Sun Tzu, isto é, a derrota de Trump vai acontecer dentro da própria América porque “manter um exército fora do seu país leva ao empobrecimento do povo” e os americanos não aceitam isso.