Já passou um mês
desde que a aliança Netanyahu-Trump decidiu atacar o Irão e, apesar destes dois
fanfarrões anunciarem vitórias todos os dias, não parece que os seus
adversários estejam derrotados. O evidente controlo da informação que a
referida aliança deixa passar todos os dias para os mass media não nos permite saber o que realmente se passa no campo
de batalha.
O que é sabido
desde o primeiro dia é que não houve justificação para atacar um regime brutal
de um país soberano e que, tal como aconteceu com o Iraque em 2003, o ataque ao
Irão resulta de uma mentira grosseira. A maioria dos americanos está contra a
agressão americana ao Irão desde o primeiro dia e parece que perdeu a paciência
com o Donald e com o seu estilo autoritário de governo, com a guerra do Irão que
pode ser trágica e humilhante para os Estados Unidos, mas também com as
contínuas ameaças à soberania da Venezuela e de Cuba, com a negação das
alterações climáticas e com as políticas de imigração e a violência e
desumanidade com que são impostas.
No passado
fim-de-semana calcula-se que cerca de nove milhões de americanos saíram à rua
em todos os 50 estados americanos e sob o lema No Kings, participaram em mais de três mil eventos nas principais
cidades, subúrbios e zonas rurais para protestar contra o Presidente dos
Estados Unidos. Os organizadores afirmaram que "Trump quer governar-nos como um tirano, mas isto é a América e o
poder pertence ao povo – não a aspirantes a reis ou aos seus comparsas
bilionários". Em várias
cidades do mundo, como Paris, Londres e até no Porto, realizaram-se acções de
protesto contra Trump.
O jornal nova-iorquino Daily News dedicou a primeira página
da sua edição de ontem ao protesto No
Kings em Nova Iorque, em que participaram “tens of thousands”.
E aí está como são sábios os ensinamentos de Sun Tzu, isto é, a derrota
de Trump vai acontecer dentro da própria América porque “manter um exército
fora do seu país leva ao empobrecimento do povo” e os americanos não aceitam
isso.
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