quinta-feira, 9 de abril de 2026

Canhões ou manteiga? O povo que escolha.

Embora já se soubesse, até porque é uma evidência e para ver isso nem é preciso ter estudado Economia, a edição de hoje do quase bicentenário Diário de Notícias vem anunciar na sua primeira página o que o FMI se prepara para dizer, “que a despesa militar vai obrigar a cortes brutais na Saúde, Educação e apoios sociais”.
Esta reação do FMI resulta de um “estudo muito amplo”, em que foram analisados dados históricos desde 1946 a 2024, referentes a várias dezenas de países.
A anunciada corrida à despesa com a defesa nos países da NATO acontece devido à pressão de Donald Trump que “exige” que seja aumentada substancialmente, acrescentada com o apoio irresponsável do sabujo holandês que é o Mark Rutte, o secretário-geral da NATO, que até teve a ousadia de “exigir” que seja comprado armamento americano.
O facto preocupante é que, em junho de 2025, os estados-membros da NATO se comprometeram a elevar até 2036, a despesa anual com a defesa e áreas relacionadas com a segurança para 5% do PIB, que é mais do dobro da anterior meta de 2%. Com esta decisão, em que a maioria dos líderes dos países “assobiaram para o lado”, talvez à espera que passe o tempo do Donald, terá de haver “cortes brutais na Saúde, Educação e apoios sociais”, como diz o FMI. Nos outros países não sei o que aconteceu, mas aqui em Portugal os governantes também “assobiaram para o lado”.
Estamos perante opções importantes pelo que deve ser o povo soberano a decidir. É preciso saber se o povo português quer canhões ou quer manteiga, utilizando o famoso dilema de Paul Samuelson, que foi prémio Nobel da Economia, porque os portugueses são soberanos e não têm de não seguir os diktats de Trump e de Rutte.  

Missão Artemis II viu a outra face da Lua

A missão Artemis II da NASA está em curso desde o dia 1 de abril com grande sucesso e já ultrapassou o momento mais importante de toda a sua viagem em direcção à Lua, tendo sido a primeira vez que um ser humano viu o Sol eclipsar-se atrás do satélite natural da Terra. 
Nunca o ser humano tinha estado tão longe do nosso planeta e os astronautas da Artemis II já bateram o recorde da maior distância à Terra e já viram o lado oculto da Lua.
A missão Artemis II é o primeiro voo espacial tripulado do Programa Artemis que planeia levar astronautas à Lua em 2028, representado um novo incremento no avanço da Ciência e na descoberta espacial.
Recorda-se, aqui, que foram as missões Apollo da NASA que em 1969 levaram Neil Armstrong e Buzz Aldrin a pisar pela primeira vez o solo lunar e que, depois, houve mais dez astronautas que também estiveram na Lua, mas que há mais de cinquenta anos que o programa espacial americano estava desactivado.
As impressionantes fotografias captadas pelos astronautas em que se podem ver a Lua e a Terra, foram publicadas pela imprensa mundial de todas as latitudes, aparecendo na edição de ontem do diário Hoy que se publica na vizinha cidade espanhola de Badajoz.
Se Júlio Verne tivesse assistido a tudo isto, não tinha precisado de ter tanta imaginação na sua criação literária.