Embora já se
soubesse, até porque é uma evidência e para ver isso nem é preciso ter estudado
Economia, a edição de hoje do quase bicentenário Diário de Notícias vem
anunciar na sua primeira página o que o FMI se prepara para dizer, “que
a despesa militar vai obrigar a cortes brutais na Saúde, Educação e apoios
sociais”.
Esta reação do
FMI resulta de um “estudo muito amplo”, em que foram analisados dados
históricos desde 1946 a 2024, referentes a várias dezenas de países.
A anunciada
corrida à despesa com a defesa nos países da NATO acontece devido à pressão de
Donald Trump que “exige” que seja aumentada substancialmente, acrescentada com o apoio irresponsável do sabujo holandês que é o Mark Rutte, o secretário-geral da NATO, que até teve a
ousadia de “exigir” que seja comprado armamento americano.
O facto preocupante
é que, em junho de 2025, os estados-membros da NATO se comprometeram a elevar até
2036, a despesa anual com a defesa e áreas relacionadas com a segurança para 5%
do PIB, que é mais do dobro da anterior meta de 2%. Com esta decisão, em que a
maioria dos líderes dos países “assobiaram para o lado”, talvez à espera que passe o tempo do Donald, terá de haver “cortes brutais na Saúde, Educação e apoios sociais”, como
diz o FMI. Nos outros países não sei o que aconteceu, mas aqui em Portugal os governantes
também “assobiaram para o lado”.
Estamos perante
opções importantes pelo que deve ser o povo soberano a decidir. É preciso saber se o povo português
quer canhões ou quer manteiga, utilizando o famoso dilema de Paul Samuelson, que
foi prémio Nobel da Economia, porque os portugueses são soberanos e não têm de não
seguir os diktats de Trump e de Rutte.

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