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quarta-feira, 8 de abril de 2026

O recuo de Trump e o fanatismo do Donald

O presidente dos Estados Unidos anunciou um cessar-fogo por duas semanas no conflito que o opõe ao Irão, na sequência dos esforços diplomáticos do Paquistão. Ambos os países reclamam vitória, mas o importante é que a guerra está parada e fica atenuada a hipótese de uma crise económica global. 
O diário The Wall Street Journal, mas também outros jornais americanos, destaca o recuo de Donald Trump e exibe uma fotografia em que se destaca a bandeira do Irão e não a bandeira dos Estados Unidos, mostrando assim que estão do lado do agredido e não apoiam o agressor. O fanfarrão Donald Trump recuou, mas deve ter ficado aliviado porque tinha afirmado e repetido que iria “destruir o Irão esta noite se o estreito de Ormuz não for reaberto” e ter acrescentado, também, que “uma civilização inteira morrerá esta noite”. A sua ameaça é uma declaração criminosa que viola todas as regras da guerra que protegem civis, feridos e prisioneiros, tendo sido tão grave que Paul Krugman, um prémio Nobel da Economia, veio dizer que “a civilização que pode ser destruída esta noite é a nossa”. 
Agora que a agressão está suspensa, começaram a ouvir-se mais vozes denunciando a credibilidade e a moralidade de Donald Trump e da sua equipa, particularmente dessa figura igualmente sinistra que é Pete Hegseth, o secretário da Defesa, ou da Guerra, que foi denunciado pelo ex-presidente Bill Clinton por defender neste conflito “no quarter, no mercy”, isto é, não prisioneiros, não piedade, não misericórdia”. Ora isto é crime de guerra, como disse Bill Clinton que criticou sabiamente os desvarios de Trump.
Donald Trump nunca teve o apoio da maioria dos americanos para fazer esta guerra como mostram as sondagens e basta ver a imprensa americana para constatar essa verdade. Inexplicavelmente, as nossas televisões estão cheias de comentadores que apreciam e elogiam Trump e Hegseth, para além do criminoso Netanyahu, numa postura de evidente subdesenvolvimento cultural.

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Houve uma espécie de milagre económico

O desempenho económico de um país depende de muitos factores que estão presentes na sociedade e há as mais diversas opiniões sobre o assunto, umas que tudo criticam e outras que tudo elogiam, quase sempre em função dos seus interesses políticos particulares. O facto é que a avaliação macroeconómica depende de muitos indicadores económicos e sociais que normalmente são tratados pela política económica, sobretudo o crescimento do produto, a taxa de emprego, a inflação, o comércio externo, o desequilíbrio externo, a evolução da dívida e o investimento, mas de muitas outras variáveis estruturais e conjunturais. 
As comparações internacionais são também um instrumento indispensável à avaliação económica, bem como os estudos assinados pelos sindicatos e pelas organizações patronais. Assim, uma opinião fundamentada sobre o desempenho económico exige muito estudo, muita consulta de estatísticas e muitas comparações internacionais, mas também muitas análises sectoriais e regionais, tanto qualitativas como quantitativas. Por isso, são muito raros os especialistas independentes que, normalmente através da televisão, avaliam o desempenho económico do nosso país com base na informação necessária e com seriedade intelectual. O cidadão vive entre os que afirmam que tudo vai bem e aqueles que dizem que tudo vai mal.
Quando um famoso economista como Paul Krugman vem a Portugal, um país que ele bem conhece, é natural que a imprensa o entreviste e foi o que fez o jornal de Negócios, que hoje publicou essa entrevista em primeira página, destacando a sua frase: “Portugal é uma espécie de milagre económico”. Paul Krugman tem 70 anos de idade, é professor na Universidade de Princeton e em Yale, escreve regularmente nos jornais de referência americanos e em 2008 foi o vencedor do Prémio Nobel da Economia. Conhece bem a economia portuguesa e, nesta entrevista, até declarou que “é um pouco misterioso como é que as coisas correram tão bem”. Foi o planeamento económico? Foi a “mão invisível? Que importância teve António Costa e o seu governo para este resultado, com contas certas e queda brutal da nossa dívida externa?

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

A desordem mundial e a crise portuguesa

Na sua edição de hoje, o jornal católico francês La Croix destaca como manchete um tema de interesse geral que designa como “a desordem mundial”. A análise publicada refere que a ordem mundial resultante da Guerra Fria se está a desmoronar, pois “nem é totalmente unipolar, nem verdadeiramente multipolar”, ao mesmo tempo que estão a emergir médias potências que desafiam a influência americana, como se vê nos conflitos que estão a perturbar a paz mundial. Segundo o citado jornal, “les conflits en Ukraine et au Proche-Orient confirment la perte de vitesse des États-Unis sur la scène internationale”.
O tema desenvolvido pelo jornal é de grande actualidade, como se vê naqueles conflitos, em que parece não haver quem possa travar a guerra e onde as acusações de violação dos direitos humanos e da prática de crimes de guerra são uma constante. Os Estados Unidos podem ser determinantes na resolução destes dois conflitos, mas as suas próximas eleições presidenciais não ajudam, para além de que nos teatros de guerra subsistem questões culturais de fundo a dificultar o encontro de soluções. No caso da Ucrânia é muitas vezes ignorado que há, pelo menos, "duas ucrânias" sob o ponto de vista cultural e religioso, enquanto no Médio Oriente é referido que “il faut sortir de la vision occidentale du conflit”, isto é, não são os mísseis, os tanques, os drones e a destruição de vidas e de cidades que, em ambos os casos, vão decidir os conflitos, mas tão só uma arbitragem que respeite as realidades culturais em conflito.
Bom seria que o jornal La Croix e a sua análise sobre “le désordre mondial”, pudessem ser lidos pelos responsáveis políticos mundiais. É neste preocupante quadro geopolítico mundial que agora vai entrar a crise que, certamente, vai minar a felicidade dos portugueses.

domingo, 12 de julho de 2020

A crise pandémica ainda está para durar


O número de pessoas infectadas por covid-19 está a aumentar um pouco por todo o mundo, contrariando uma tendência de regressão que se verificava desde há várias semanas e que estava a devolver a confiança ao mundo. Esse facto está a acontecer em Portugal, sobretudo na região de Lisboa, mas também em várias regiões da Espanha, casos da Catalunha e da Andaluzia. Em França, o jornal La Dépêche du Midi que se publica em Toulouse, também destaca os maus sinais que estão a mostrar que o surto pandémico está em reactivação.
Porém, acontece que na luta pela atracção do turismo internacional parece haver critérios de apuramento e de divulgação do número de novos infectados ao gosto de cada um e esse facto deixa-nos na dúvida quanto à realidade pandémica na Europa. Já me cansam, sem nada me esclarecer, os inúmeros comentadores que diariamente ocupam as nossas televisões e nos inundam com os seus sábios palpites apoiados em atraentes gráficos, verdadeiros ou não, porque dependem dos números, verdadeiros ou não, com que são desenhados.
Era muito interessante comparar o que esses comentadores dizem agora com o que diziam há dois meses, para verificarmos como temos sido anestesiados. O que temos de mais certo é a incerteza quanto ao que está para vir e, por isso, até há quem diga que o pior ainda não chegou.
Entretanto, falava-se muito das vacinas que estavam quase prontas em vários países do mundo, mas o covid-19 já apareceu há quase um ano e de vacinas não há notícias. Assim, continuemos mais ou menos confinados, usemos máscaras, mantenhamos o distanciamento social, lavemos as mãos muitas vezes e esperemos por melhores dias.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

MRS: personalidade portuguesa do ano

Como é habitual, a comunicação social está a fazer um balanço do ano que hoje termina, escolhendo os acontecimentos internos e internacionais mais relevantes e elegendo as personalidades que no seu entendimento mais se destacaram. São coisas subjectivas, mas no que respeita à personalidade portuguesa do ano parece haver uma unanimidade em torno da figura de Marcelo Rebelo de Sousa.
O jornal i fez um curioso estudo que intitulou “por onde andou Marcelo em 2018” e publicou-o com uma infografia apropriada e sugestiva.
O actual Presidente da República é conhecido por estar em todo o lado e, de facto, ele tem sido uma presença assídua e frenética nos locais e circunstâncias mais ou menos difíceis, como na tragédia de Borba, nos incêndios de Monchique ou nos funerais das vítimas do acidente com o helicóptero do INEM. Fala com Trump e com Putin, recebe Xi Jimping e abraça João Lourenço e Filipe VI. Visita escolas, hospitais e centros de terceira idade, vai a concertos, passa férias no interior do país e é uma presença diária na televisão, onde fala de tudo como se ainda fosse comentador. Está-lhe no sangue e não consegue resistir quando vê um microfone à sua frente, mas por vezes fala demais e embaraça o governo, com o qual deveria ser solidário. É certo que Marcelo Rebelo de Sousa diz sempre o que o povo gosta de ouvir e que é cada vez mais o seu provedor, mas também é verdade que com as selfies, os abraços e os beijos que distribui por todos, é cada vez mais um caso raro de popularidade ou talvez mesmo de populismo, sobretudo quando as câmaras e os microfones estão por perto. 
Se em relação à nomeação da procuradora-geral da República ou no caso de Tancos conseguiu vencer a ondulação social e os ventos que sopravam, a sua recente espécie de veto ao orçamento do Estado, por causa das reivindicações dos professores, é um desafio ao governo. Esperemos que “o caldo não se entorne” porque, no nosso sistema constitucional, o governo e o presidente não têm que estar de acordo... mas não podem estar em desacordo.  
Em suma, eu também elejo Marcelo Rebelo de Sousa como personalidade portuguesa do ano e até lhe dou uma boa nota, não só por mérito dele, mas também por contraste com o traste que o antecedeu.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os jornais e o rigor das notícias

O Diário Económico informa na sua edição de hoje que, de acordo com os dados do Ministério das Finanças, o Fisco já penhorou este ano um total de 8.315 carros, um valor que representa uma quebra de 27,2% face aos 10.577 automóveis penhorados no ano passado. Do total das penhoras feitas, verifica-se que 1.343 correspondem a carros de luxo, onde se incluem dois Ferrari, um Rolls Royce, quatro Jaguar e dez Porsche, mas também Lamborghini, Ducati, Mercedes, BMW, Chrysler, entre outras marcas. A notícia refere, ainda, que estes automóveis poderão não ir para venda no site do Portal das Finanças, porque entre a penhora e a venda há ainda um processo complexo, que passa pelo registo da penhora e pela marcação de venda, durante o qual o contribuinte pode regularizar a sua situação tributária e recuperar o carro.
Há pouco mais de um mês, no dia 3 de Outubro, o Correio da Manhã informava que havia 90 mil veículos penhorados pelo Estado a contribuintes que não pagaram os seus impostos e que esses carros seriam vendidos por leiloeiras privadas, uma vez que o Fisco não conseguia vender tantos automóveis pelos canais habituais.
Estas duas notícias mostram como devemos ser cuidadosos na análise e interpretação das notícias veiculadas pela imprensa que, cedendo muitas vezes ao sensacionalismo, relata acontecimentos que umas vezes são verdadeiros, outras vezes são falsos. Neste caso, uma fonte diz-nos que foram penhorados cerca de 8 mil carros, enquanto a outra fonte nos diz que foram 90 mil, sem que haja lugar a qualquer reparo ou correcção. Nem sequer há lugar a interpretações erradas, pois ambos os jornais colocaram esses números em primeira página!

domingo, 28 de agosto de 2011

Há uma bela fortaleza ao total abandono

O castelo ou fortaleza de Juromenha fica situado na margem direita do rio Guadiana, a cerca de 18 km de Elvas e a 16 km da vila do Alandroal, sendo um importante monumento da arquitectura militar portuguesa.
Está classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público desde 1957 e é tutelado pelo IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
O castelo tem um historial muito ligado à luta de Portugal pela sua independência. Foi conquistado ao califado de Córdova por D. Afonso Henriques em 1167, foi perdido e reconquistado pela Coroa portuguesa em 1242. Devido à sua importância estratégica, o rei D. João IV decidiu em 1646 alargar e reforçar o antigo castelo medieval, segundo uma planta de modelo poligonal composto por duas cinturas de muralhas. As obras prolongaram-se pelos anos seguintes e ainda decorriam quando em 1659 explodiu o paiol da pólvora, de que resultou terem perdido a vida uma centena de homens da guarnição e ter ficado arruinada grande parte das estruturas já edificadas. Nos séculos XXIII e XIX a fortaleza foi atacada e ocupada algumas vezes pelos espanhóis e, em 1920 foi abandonada, entrando em decadência e em ruinas.
Sobranceiro ao rio Guadiana e com as águas do Alqueva à vista, o sítio é espectacularmente belo e o enquadramento paisagístico é perfeito, mas a enorme ruina da fortaleza e o seu total abandono são chocantes. A nossa auto-estima revolta-se. O nosso orgulho indigna-se. O património merece muito mais. Esta insensibilidade é obscena. Este desleixo é uma vergonha.
A edição de 5-9-2005 do Diário de Notícias noticiava que existia um projecto orçado em 20 milhões de euros para a recuperação da fortaleza e instalação de uma unidade hoteleira, faltando apenas uma assinatura da Direcção Geral do Património para ser desbloqueada. Passaram seis anos. Não sei quem poderá fazer alguma coisa: o IGESPAR, ou a Câmara Municipal do Alandroal, ou ambos?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Odéon

LISBOA, 14 ABR 2011 - A rua das Portas de Santo Antão é muito frequentada por turistas, além de acolher duas das mais visitadas salas de espectáculos da capital. No seu limite norte fica a rua dos Condes, onde se situa o belo edifício do cinema Odéon, actualmente muito degradado e a transmitir uma imagem de decadência e de desleixo, aos milhares de estrangeiros e portugueses que por ali passam.
O edifício foi inaugurado em 1927 e foi modernizado em 1931, recebendo as galerias metálicas que ainda hoje o caracterizam. O interior é notável com uma cobertura em madeira escura em pau-Brasil na forma da quilha de navio e o palco com um frontão Art Deco. A sala dispõe de uma plateia, dois balcões e camarotes, pode acomodar 691 espectadores e possui um mecanismo que permite que a sala seja iluminada com luz natural, se assim se desejar.
Na segunda metade dos anos 80 o cinema Odéon entrou em decadência e passou a exibir sessões de cinema porno e, já nos anos 90, viria a encerrar, após quase setenta anos de serviços à cidade de Lisboa.
Actualmente o edifício parece estar envolvido numa batalha judicial entre as autoridades que pretendem a sua requalificação e classificação como património de interesse histórico e cultural, e o seu proprietário que se recusa a negociar e a fazer as obras de restauro propostas pelo IGESPAR e pelo IPPAR. Parece tratar-se de um caso de burocracia e, também, um caso típico daquelas famosas indefinições das nossas leis que tudo empatam sem que se decida.
Entretanto, o edifício está em chocante estado de degradação, com vidros partidos na clarabóia, nas galerias e nas janelas, dando uma imagem de decadência e desleixo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O novo Museu dos Coches

As obras do novo Museu dos Coches em Lisboa prosseguem e a sua conclusão deverá acontecer no final de 2011.
Depois da sede da Fundação Champalimaud, concebida por Charles Corrêa, um arquitecto indiano de origem goesa, o novo Museu dos Coches também é da autoria de um reputado arquitecto estrangeiro. Trata-se de Paulo Mendes da Rocha, um arquitecto brasileiro que já foi galardoado com o Prémio Pritzker, o chamado Nobel da Arquitectura. É o seu primeiro trabalho em Portugal, tem um custo estimado de 38 milhões de euros e o seu financiamento resulta das contrapartidas da instalação do Casino de Lisboa.
O Museu dos Coches, que é o museu mais visitado do país, passará a ter dois pólos em Belém: um continuará nas suas actuais instalações - o antigo picadeiro do Palácio de Belém – e o outro ficará no novo edifício, que foi concebido de forma a assegurar a fruição pública dos espaços envolventes, ficando levantado do chão e assente em pouquíssimos pilares, quase "a flutuar".
O novo edifício, que como sempre sucede, levantou polémicas museológicas, arquitectónicas e urbanísticas, constituirá um novo pólo de dinamização da área turística e cultural de Belém. A par de edifícios históricos como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, a zona de Belém também exibe modernas peças arquitectónicas de referência, como são o Centro Cultural de Belém, a Fundação Champalimaud e, em breve, o novo Museu dos Coches.

sábado, 5 de março de 2011

Reabilitação urbana

A cidade de Lisboa é uma das mais belas cidades europeias, devido às suas características físicas, nomeadamente as suas peculiares sete colinas, a extensa frente ribeirinha do Tejo e a sua imponente luminosidade crepuscular, mas também pelas suas raízes históricas, as suas tradições e festividades, os bairros e as marchas populares, o cheiro da castanha assada e da sardinha, as olaias e os jacarandás, os seus miradouros e o seu património construído.
Os visitantes gostam da cidade e da sua gastronomia, dos pequenos jardins de bairro e do empedrado das calçadas, das ruas estreitas e das casas de fado, dos pastéis de Belém, do cais das Colunas e da costa do Castelo.
Porém, há uma evidente decadência patrimonial da cidade, com muitas centenas de belos edifícios desocupados e em eminente risco de derrocada que, estética e quotidianamente, magoam e entristecem os lisboetas.
A reabilitação urbana e patrimonial da cidade de Lisboa é actualmente uma imperiosa necessidade. Há que encontrar soluções urgentes e desburocratizadas para esta situação, através de intervenções coercivas ou não, com modelos de financiamento adequados e com mais ou menos incentivos. A Câmara Municipal tem, naturalmente, uma enorme responsabilidade mobilizadora e anti-especulativa nesta matéria. A reabilitação urbana e patrimonial criará muitos postos de trabalho e contribuirá para a dinamização da economia e, com ela, a cidade atenuará a actual tendência de desertificação e adquirirá um renovado dinamismo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Uma obra polémica

LISBOA, 18 FEV 2011 - Em Novembro de 2009 foi iniciada a construção da nova Igreja Paroquial de S. Francisco Xavier, em local muito privilegiado no Alto do Restelo, em Lisboa, segundo um projecto do Arquitecto Troufa Real.
O corpo principal da nova igreja tem a forma de um casco de nau a que se liga uma torre em forma de minarete, com 100 metros de altura e que terá um elevador panorâmico. O conjunto disporá, ainda, de construções anexas convencionais destinadas aos serviços paroquiais.
Quando o projecto foi conhecido foi contestado por ser “uma aberração urbanística” e foi elogiado por ser “inovador”. Nesta data começam a ver-se os primeiros contornos da obra, cuja arquitectura é realmente muito polémica.
O futuro esclarecerá.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Audi A4, pois claro!

SANTARÉM, 10 FEV 2011 - No parque exclusivo do Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém, EPE, vi e fotografei um Audi A4 TDI, com a matrícula 76-LG-92 e registo de Janeiro de 2011.
Novinho em folha, ali estavam estacionados 40 ou 50 mil euros de dinheiro público, para fruição de um aristocrata da gestão hospitalar ou de um pavão gerado na militância partidária.
Quando a dívida externa e o défice público são insustentáveis e há ameaças de intervenção externa, foram impostas restrições orçamentais e muitos sacrifícios para redução da despesa pública, que estão a implicar aumentos de impostos, cortes de salários e redução de benefícios sociais. É nesse quadro económica e socialmente recessivo que, já neste ano de 2011, aquele Hospital comprou o referido automóvel, como atesta a referida matrícula. É um mau exemplo de despesismo e de insensatez que me choca e para o qual não devia haver impunidade.