Aproxima-se o Dia
do Canadá, o dia em que se celebra a constituição de uma federação nascida no
dia 1 de julho de 1867, quando se uniram quatro regiões da Província Unida do
Canadá (o Ontário, que era o Canadá Ocidental e o Quebec que era o Canadá Oriental),
com a Nova Escócia e a Nova Brunswick, provavelmente como forma de dissuasão de
qualquer tentativa de anexação por parte dos Estados Unidos.
Estas quatro
províncias constituíram então o Domínio do Canadá, que era um reino que fazia
parte do Império Britânico mas que, ao longo da história, cresceu até às
atuais dez províncias e três territórios, quase todas ex-colónias britânicas,
constituindo o segundo maior país do mundo em território, embora tenha apenas
40 milhões de habitantes. Apesar de ser parte
do Império Britânico, o Canadá adquiriu um nível crescente de controlo político
e de governação sobre os seus assuntos internos, enquanto o poder colonial se
exercia na área da defesa nacional, das relações externas e nos assuntos constitucionais.
Em 1982, com a aprovação da Lei Constitucional de 1982, o Canadá adquiriu a sua
completa soberania.
O jornal National
Post, que se publica em Toronto, antecipou a celebração dos 159 anos do
que chama o Dominion of Freedom com
uma ilustração que nos sugere a festa dos canadianos, mas também escreve em
manchete que “mais do que oito em cada dez continuam orgulhosos de ser
canadianos, embora muitos temam que o país não se mantenha unido”.
Realmente, com um
vizinho poderoso e sob a governação de um homem ambicioso, tudo é possível e
sem grande alarido para manipular a vontade política dos canadianos, bastando
usar as novas tecnologias informáticas, as redes sociais e a exposição
televisiva, acompanhadas pela mentira e pelo silenciamento da voz do adversário.
Sem qualquer ameaça militar ou guerra económica.
