sábado, 11 de abril de 2026

O grande sucesso da missão Artemis II

Depois de uma viagem espacial que durou dez dias, a cápsula Orion mergulhou nas águas do oceano Pacífico, ao largo de San Diego, suspensa por três enormes paraquedas, assim terminando a missão da Artemis II. Pouco depois os quatro astronautas saíram da cápsula com evidente desembaraço e esse foi o sinal mais evidente do grande sucesso científico e operacional da sua missão, em que foram mais longe da Terra do que qualquer ser humano antes tinha estado e viram (e fotografaram) a face oculta da Lua).
Os tripulantes da Orion - Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen – formaram uma equipa singular, diversificada e multinacional, que a NASA escolheu para mostrar as mudanças havidas na sociedade e na cooperação internacional. Nesta missão, pela primeira vez voaram até à Lua uma mulher, um astronauta negro e um não americano, o que mostra uma visão do mundo bem diferente daquela que a actual administração americana pretende impor.  Os quatro astronautas regressaram sãos, salvos e com a missão cumprida, o que representou um enorme sucesso para a NASA, “após dezenas de milhares de milhões de dólares, anos de atraso e muitas dúvidas sobre o interesse em relançar a conquista lunar”.
O regresso da missão Artemis II processou-se com toda a perfeição a velocidades que são inimagináveis e foi transmitido em directo pela televisão. Numa altura de grande tensão no mundo e em que se desenha uma possível crise económica no horizonte, o mundo assistiu com alegria a este grande momento da história do homem.
Hoje, a imprensa imprensa mundial destacou a amaragem bem-sucedida da Orion, assim acontecendo com o diário texano Houston Chronicle, que se publica na cidade onde a NASA desenvolve o seu trabalho principal.

O ‘duo infernale’ e o regresso à barbárie

A expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras” é muito utilizada nos modernos processos de comunicação, porque é sabido que as imagens facilitam a compreensão e são processadas no cérebro humano muito mais rapidamente do que qualquer texto ou explicação verbal.
Por isso, a capa da última edição da revista alemã Stern recorreu a esse princípio da comunicação para definir as figuras de Donald Trump e de Benjamin Netanyahu, que classifica como o duo infernale, mostrando as suas expressões furiosas e agressivas, que dizem mais do que tudo o que se possa escrever a respeito da forma violenta, brutal, cruel e desumana como conduzem as suas injustas e destruidoras guerras.
Na história recente da Humanidade não há quaisquer outros exemplos de agressividade, brutalidade e crueldade como as que são exibidas diariamente por aquele duo infernale, tanto nas suas atitudes ameaçadoras e boçais, como nos bombardeamentos que ordenam sem piedade e sem compaixão, que tudo arrasam e que levam a morte a milhares de pessoas indefesas, o que representa uma enorme falta de respeito pela lei internacional e uma contínua violação dos direitos humanos. Há cada vez mais gente a denunciar este duo infernale pela prática de crimes de guerra, pois assim se define o sistemático e cruel ataque que autorizam contra populações e instalações não militares, incluindo escolas e hospitais. Assim, é muito preocupante assistirmos à indiferença, ou ao apoio explícito que estes tiranos têm nas agências noticiosas internacionais, mas também nas televisões portuguesas onde têm demasiado tempo de antena, considerando-se natural que Trump declare que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”, ou que Netanyahu afirme que vai destruir o Líbano, como fez em Gaza. 
O que aconteceu em Gaza, tal como o que está a acontecer no Líbano e no Irão, envergonha a Humanidade, é um regresso à barbárie e à lei da selva, enquanto a Europa e os seus líderes assistem a esta regressão civilizacional com uma chocante cumplicidade, com a excepção honrosa da Espanha, que aqui se saúda.