Depois de uma
viagem espacial que durou dez dias, a cápsula Orion mergulhou nas águas do
oceano Pacífico, ao largo de San Diego, suspensa por três enormes paraquedas,
assim terminando a missão da Artemis II. Pouco depois os quatro astronautas
saíram da cápsula com evidente desembaraço e esse foi o sinal mais evidente do
grande sucesso científico e operacional da sua missão, em que foram mais longe
da Terra do que qualquer ser humano antes tinha estado e viram (e fotografaram)
a face oculta da Lua).
Os tripulantes da
Orion - Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen – formaram
uma equipa singular, diversificada e multinacional, que a NASA escolheu para mostrar
as mudanças havidas na sociedade e na cooperação internacional. Nesta missão,
pela primeira vez voaram até à Lua uma mulher, um astronauta negro e um
não americano, o que mostra uma visão do mundo bem diferente daquela que a
actual administração americana pretende impor. Os quatro astronautas regressaram sãos, salvos e com a missão cumprida, o que representou um enorme sucesso
para a NASA, “após dezenas de milhares de milhões de dólares, anos de atraso e
muitas dúvidas sobre o interesse em relançar a conquista lunar”.
O regresso da
missão Artemis II processou-se com toda a perfeição a velocidades que são
inimagináveis e foi transmitido em directo pela televisão. Numa altura de
grande tensão no mundo e em que se desenha uma possível crise económica no
horizonte, o mundo assistiu com alegria a este grande momento da história do homem.
Hoje, a imprensa
imprensa mundial destacou a amaragem bem-sucedida da Orion, assim acontecendo
com o diário texano Houston Chronicle, que se publica na cidade onde a NASA
desenvolve o seu trabalho principal.

