A expressão “uma
imagem vale mais do que mil palavras” é muito utilizada nos modernos processos
de comunicação, porque é sabido que as imagens facilitam a compreensão e são
processadas no cérebro humano muito mais rapidamente do que qualquer texto ou
explicação verbal.
Por isso, a capa
da última edição da revista alemã Stern recorreu a esse princípio da
comunicação para definir as figuras de Donald Trump e de Benjamin Netanyahu,
que classifica como o duo infernale,
mostrando as suas expressões furiosas e agressivas, que dizem mais do que tudo
o que se possa escrever a respeito da forma violenta, brutal, cruel e desumana
como conduzem as suas injustas e destruidoras guerras.
Na história
recente da Humanidade não há quaisquer outros exemplos de agressividade,
brutalidade e crueldade como as que são exibidas diariamente por aquele duo infernale, tanto nas suas atitudes ameaçadoras
e boçais, como nos bombardeamentos que ordenam sem piedade e sem compaixão, que
tudo arrasam e que levam a morte a milhares de pessoas indefesas, o que
representa uma enorme falta de respeito pela lei internacional e uma contínua
violação dos direitos humanos. Há cada vez mais gente a denunciar este duo infernale pela prática de crimes de
guerra, pois assim se define o sistemático e cruel ataque que autorizam contra
populações e instalações não militares, incluindo escolas e hospitais. Assim, é
muito preocupante assistirmos à indiferença, ou ao apoio explícito que estes
tiranos têm nas agências noticiosas internacionais, mas também nas televisões portuguesas onde têm demasiado tempo de antena, considerando-se natural que Trump declare que “uma civilização inteira vai morrer
esta noite”, ou que Netanyahu afirme que vai destruir o Líbano, como fez em
Gaza.
O que aconteceu
em Gaza, tal como o que está a acontecer no Líbano e no Irão, envergonha a Humanidade,
é um regresso à barbárie e à lei da selva, enquanto a Europa e os seus líderes
assistem a esta regressão civilizacional com uma chocante cumplicidade, com a
excepção honrosa da Espanha, que aqui se saúda.

Creio que já ninguém necessita de mais informações sobre a natureza destes dois cavalheiros nem das suas decisões, cujas piores adjectivações já esgotaram as palavras. O que era necessário era que de entre os poderosos do mundo, os que se declaram Homens de boa vontade e Humanistas, começassem a fazer algo contra os crimes contra a humanidade que sem qualquer pejo aqueles e outros que tais continuam a ditar todos os dias.
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