sábado, 11 de abril de 2026

O ‘duo infernale’ e o regresso à barbárie

A expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras” é muito utilizada nos modernos processos de comunicação, porque é sabido que as imagens facilitam a compreensão e são processadas no cérebro humano muito mais rapidamente do que qualquer texto ou explicação verbal.
Por isso, a capa da última edição da revista alemã Stern recorreu a esse princípio da comunicação para definir as figuras de Donald Trump e de Benjamin Netanyahu, que classifica como o duo infernale, mostrando as suas expressões furiosas e agressivas, que dizem mais do que tudo o que se possa escrever a respeito da forma violenta, brutal, cruel e desumana como conduzem as suas injustas e destruidoras guerras.
Na história recente da Humanidade não há quaisquer outros exemplos de agressividade, brutalidade e crueldade como as que são exibidas diariamente por aquele duo infernale, tanto nas suas atitudes ameaçadoras e boçais, como nos bombardeamentos que ordenam sem piedade e sem compaixão, que tudo arrasam e que levam a morte a milhares de pessoas indefesas, o que representa uma enorme falta de respeito pela lei internacional e uma contínua violação dos direitos humanos. Há cada vez mais gente a denunciar este duo infernale pela prática de crimes de guerra, pois assim se define o sistemático e cruel ataque que autorizam contra populações e instalações não militares, incluindo escolas e hospitais. Assim, é muito preocupante assistirmos à indiferença, ou ao apoio explícito que estes tiranos têm nas agências noticiosas internacionais, mas também nas televisões portuguesas onde têm demasiado tempo de antena, considerando-se natural que Trump declare que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”, ou que Netanyahu afirme que vai destruir o Líbano, como fez em Gaza. 
O que aconteceu em Gaza, tal como o que está a acontecer no Líbano e no Irão, envergonha a Humanidade, é um regresso à barbárie e à lei da selva, enquanto a Europa e os seus líderes assistem a esta regressão civilizacional com uma chocante cumplicidade, com a excepção honrosa da Espanha, que aqui se saúda.

1 comentário:

  1. Creio que já ninguém necessita de mais informações sobre a natureza destes dois cavalheiros nem das suas decisões, cujas piores adjectivações já esgotaram as palavras. O que era necessário era que de entre os poderosos do mundo, os que se declaram Homens de boa vontade e Humanistas, começassem a fazer algo contra os crimes contra a humanidade que sem qualquer pejo aqueles e outros que tais continuam a ditar todos os dias.

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