quinta-feira, 12 de março de 2026

A guerra de Trump e a resposta iraniana

O violento ataque que as forças da parceria Trump/Nenanyahu têm conduzido desde o dia 28 de fevereiro contra o Irão já terá causado grandes destruições e provocado mais de 1.200 mortos, mas na realidade as informações de que dispomos não são credíveis. O fanático Donald Trump já afirmou que ganhou a guerra e que o Irão foi destruído, mas o regime dos aiatolás promete atacar com a “máxima severidade” e continua a lançar drones e mísseis sobre os vizinhos, ou sobre as bases militares americanas. Por isso, pode afirmar-se que não sabemos a verdade sobre a situação.
Porém, como retaliação aos ataques da parelha fanática, desde o início que o Irão passou a atacar os navios-petroleiros que navegam no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo, tendo já sido atingidos pelo menos 16 navios, segundo divulgou a agência marítima britânica UKTMO.
Ontem foi o dia mais intenso dos ataques iranianos à navegação do golfo Pérsico e pelo menos cinco navios foram atingidos, dois deles no porto iraquiano de Basra. Um outro navio atacado foi o MV Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, atingido no estreito de Ormuz por dois mísseis iranianos, porque “ignorou os avisos “ que lhe foram feitos. Muitos jornais internacionais, como por exemplo o londrino The Times, publicaram fotografias dos navios atingidos.
O prolongamento da guerra e os ataques iranianos elevaram as preocupações quanto ao temor por um choque global de petróleo e um responsável iraniano até já avisou: “Preparem-se para o barril de petróleo a 200 dólares”. Assim, para além dos gigantescos prejuízos que a guerra de Trump trouxe para o mundo, embora com avultados lucros para as empresas do universo empresarial Trump, ainda estamos para saber se a vitória de Trump foi tão rápida e retumbante como ele tem afirmado.