O violento ataque
que as forças da parceria Trump/Nenanyahu têm conduzido desde o dia 28 de
fevereiro contra o Irão já terá causado grandes destruições e provocado mais de
1.200 mortos, mas na realidade as informações de que dispomos não são
credíveis. O fanático Donald Trump já afirmou que ganhou a guerra e que o Irão
foi destruído, mas o regime dos aiatolás promete atacar com a “máxima
severidade” e continua a lançar drones e mísseis sobre os vizinhos, ou sobre as
bases militares americanas. Por isso, pode afirmar-se que não sabemos a verdade
sobre a situação.
Porém, como
retaliação aos ataques da parelha fanática, desde o início que o Irão passou a
atacar os navios-petroleiros que navegam no golfo Pérsico e no estreito de
Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo, tendo já
sido atingidos pelo menos 16 navios, segundo divulgou a agência marítima
britânica UKTMO.
Ontem foi o dia
mais intenso dos ataques iranianos à navegação do golfo Pérsico e pelo menos
cinco navios foram atingidos, dois deles no porto iraquiano de Basra. Um outro
navio atacado foi o MV Mayuree
Naree, de bandeira tailandesa, atingido no estreito de Ormuz por dois
mísseis iranianos, porque “ignorou os avisos “ que lhe foram feitos. Muitos
jornais internacionais, como por exemplo o londrino The Times, publicaram
fotografias dos navios atingidos.
O prolongamento
da guerra e os ataques iranianos elevaram as preocupações quanto ao temor por
um choque global de petróleo e um responsável iraniano até já avisou:
“Preparem-se para o barril de petróleo a 200 dólares”. Assim, para além dos gigantescos prejuízos que a guerra de Trump trouxe para o mundo, embora com avultados lucros para as empresas do universo empresarial Trump, ainda estamos para saber se a vitória de Trump foi tão rápida e retumbante como ele tem afirmado.

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