quarta-feira, 26 de abril de 2017

As acusações ridículas de Kim Jong-un

A tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, ou entre Donald Trump e Kim Jong-un, continua a ocupar algum espaço nas agendas mediáticas, um pouco por todo o mundo, o que significa que existe de facto o risco de se envolverem em operações bélicas.
Agora é o Northern Territories News, o jornal da cidade australiana de Darwin e que é conhecido pela sigla NT News, que coloca na sua primeira página os foguetões de Kim Jong-um e faz um trocadilho com o nome do líder norte-coreano, chamando-lhe Kim-becile. De facto, a arrogância e a figura do Líder Supremo da Coreia do Norte fazem dele um verdadeiro imbecil e, também, um homem perigoso.
Acontece que os jornais oficiais norte-coreanos têm acusado os Estados Unidos de terem aumentado a sua presença militar em Darwin, no norte da Austrália, de uma forma como nunca se vira desde a 2ª Guerra Mundial, o que será a prova de que se preparam para uma guerra nuclear. O governo australiano já rejeitou essas acusações, enquanto o NT News foi saber a composição das forças americanas estacionadas na sua base de Pine Gap, próximo de Darwin: 1250 marines e 13 meios aéreos, incluindo 4 aeronaves militares multifunções Bell Boeing V-22 Osprey de descolagem vertical, 5 helicópteros Super Cobra e 4 helicópteros Huey. É muito pouco para intervir a quase 6 mil quilómetros de distância, para além de haver algumas bases americanas bem mais próximas da Coreia do Norte, nomeadamente na Coreia do Sul e no Japão.
Por isso, a ridícula acusação de Kim é apenas para consumo interno e para mobilização da sua gente para resistir à ameaça americana.

Sevilha é a capital da festa taurina

A Espanha é um país de festas e a cidade de Sevilha parece ser a sua capital festeira. Passou ainda tão pouco tempo sobre a Semana Santa que atraiu a Sevilha muitos milhares de turistas religiosos e já está à porta a Feria de Abril Sevillana, que é uma das grandes festas da cidade e que vai decorrer de 29 de Abril a 7 de Maio.
A Feria de Abril realiza-se desde 1847 e atrai gente muito diversa de todo o país e do estrangeiro, pois constitui uma manifestação muito intensa de cultura popular, pelo colorido dos trajes flamencos das mulheres sevilhanas e, sobretudo, pelas touradas que enchem a Plaza de Toros de la Real Maestranza de Sevilla, construída em 1749 e que é a mais antiga e mais icónica praça de touros espanhola.
A partir do dia 28 de Abril “arranca el ciclo taurino de la Feria”, como se lhe refere hoje a edição sevilhana do diário ABC, na sua primeira página. Durante dez dias consecutivos, realizam-se dez corridas de touros em que actuam os mais famosos matadores de touros espanhóis. São muitas corridas, apenas porque há muito público interessado. Como é habitual, a afición irá encher a Maestranza para assistir a um espectáculo que sendo cada vez mais criticado pela sua violência e brutalidade, continua a suscitar um enorme entusiasmo por parte dos espanhóis, apesar dos bilhetes para cada tourada oscilarem entre 64 e 165 euros.
Nunca fui à Feria de Abril e ainda não será este ano que lá irei, embora só gostasse de fotografar os coloridos trajes flamencos das sevilhanas e provar a famosa manzanilla, que substitui a cerveja durante a festa.

A evocação de uma cidade e de uma data

Perfazem-se hoje 80 anos sobre a data em que a cidade basca de Guernica foi bombardeada pela aviação alemã da Legião Condor, ao serviço das forças do General Francisco Franco e, segundo referem todas as crónicas, tratou-se do mais violento e mais devastador bombardeamento aéreo até então realizado no nosso planeta.
Os especialistas afirmam que se tratou de um ensaio inovador sobre as novas técnicas de destruição e morte provocadas pelo bombardeamento aéreo, que antes nunca tinham sido experimentadas. Guernica foi destruída e muita gente morreu.
O pintor Pablo Picasso inspirou-se nesse trágico acontecimento, pouco tempo depois, para pintar um painel surrealista de grandes dimensões para decorar o pavilhão da República de Espanha na Exposição Internacional de Paris de 1937. Esse painel  foi muito apreciado pela crítica e rapidamente se tornou uma das suas mais célebres obras nos planos estético e simbólico, mas também um símbolo universal da rejeição dos horrores da guerra.
Na sua edição de hoje, o diário basco El Correo que se publica em Bilbau, evoca com grande destaque o bombardeamento de Guernica e a data de 26.4.1937, como um símbolo do terror e da destruição causada pela guerra.
Como nota final, anota-se que o famoso painel de Picasso se encontra actualmente no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia em Madrid.