domingo, 8 de março de 2026

A famosa "mão invisível" de Adam Smith

Adam Smith (1723-1790) foi um filósofo e economista escocês que em 1776 publicou An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, ou simplesmente The Wealth of Nations, uma obra que é considerada como um importante contributo para que a Economia se tivesse tornado uma ciência autónoma e que fez com que o seu autor seja considerado o pai da economia moderna. 
Ontem, o jornal canadiano National Post que se publica em Toronto, evocou Adam Smith e os 250 anos da publicação da sua mais importante obra, que continua a ser estudada nas escolas de economia e se popularizou pelo uso da expressão “mão invisível”. 
Esta expressão foi usada para explicar como os sistemas económicos e outros sistemas naturais e sociais se auto-regulam naturalmente e sem intervenção exógena, isto é, a economia é regulada por uma “mão invisível”. Segundo Adam Smith, os agentes económicos atuam no mercado em concorrência livre sendo movidos pelo seu próprio interesse. Assim, para vencerem a concorrência e venderem os seus produtos, os produtores fazem constantes inovações para valorizar os seus produtos e para baixar o seu preço. Tudo isto acontecia sem intervenção do Estado, com os mercados a ser controlados por uma “mão invisível”, que os regulava automaticamente, chegando à situação óptima ou de máxima eficiência. Dessa forma e segundo Adam Smith, é a “mão invisível” que determina as regras da oferta e da procura, que fixa os preços, que indica os limites da produção e do consumo, que orienta o mercado do trabalho.
Porém, as necessidades de equilíbrio social implicam a intervenção do moderno Estado na prestação de serviços sociais - saúde, justiça, educação, segurança e outros - pelo que a economia passou a ser planeada e, não contrariando a iniciativa individual, trata de “corrigir” as lições de Adam Smith.

Um americano fanfarrão, narciso e cruel

Ninguém imaginava que a grandeza e o poderio económico e militar dos Estados Unidos ficassem entregues a um psicopata louco e mentiroso, dominado por um narcisismo doentio, que manifesta uma brutal crueldade para com aqueles que não concordam consigo ou que não lhe obedecem, mesmo que tenha que violar todas as regras do direito internacional.
Tem sido dessa forma grosseira e sem pudor que Donald Trump tem ameaçado meio mundo e tem atuado, ou se propõe atuar, na Ucrânia e na Gronelândia, em Gaza e na Venezuela, no Irão ou em Cuba. O ataque agora feito ao Irão em coligação com o bárbaro extremista de Israel, tem sido comparado com “a infâmia” do ataque japonês a Pearl Harbour em 1941. De resto é cada vez mais evidente que o Donald segue as cruéis diretivas da lei da bomba impostas por Benjamin Netanyahu, acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, perante a vergonhosa cumplicidade de uma Europa sem rumo e sem princípios, em que a corajosa excepção tem sido Pedro Sánchez.
A opinião pública americana é contra a guerra e contra os ataques ao Irão, ou seja, é contra a política externa do fanfarrão Donald e o seu belicismo, enquanto a imprensa europeia de referência designa as operações em curso no Irão como a ”guerra de Trump”. Assim acontece na mais recente edição da revista alemã Stern, que mostra o homem do boné na sua habitual agressiva e arrogante pose.
É cada vez mais difícil que alguém sustente que haja qualquer tipo de legitimidade nesta agressão terrorista da parelha Trump/Netanyahu, os dois tiranos que o mundo enfrenta e que estão a destabilisar o nosso planeta. Contra Saddam Hussein inventou-se que possuia armas de destruição maciça, o que era falso. Agora contra o regime dos aiátolas inventou-se que o Irão teria armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais, o que também é falso. 
E ainda há quem elogie Trump e critique o Irão por se defender.