domingo, 8 de setembro de 2019

Gales também já está contra o Brexit?

A barafunda política em que está envolvido o Reino Unido continua a agravar-se e a tornar-se ridícula, não só pela obcessão que alguns manifestam pelo Brexit, com ou sem acordo, mas também porque as alternativas são cada vez mais improváveis e, sobretudo, não são nada claras. Os problemas económicos e sociais que se avizinham estão estudados e são muito preocupantes, não só para o governo de Londres, mas também para a União Europeia.
Porém, o problema da fragmentação territorial do Reino Unido parece estar cada vez mais próximo e esse problema é muito sério, até do ponto de vista militar devido à dispersão das bases britânicas pelas diferentes regiões das Ilhas Britânicas.
É sabido que a Escócia e a Irlanda do Norte votaram contra o Brexit (62% e 56% respectivamente) e, por isso, não admira que a primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon já tenha declarado que, a concretizar-se o Brexit, vai realizar um novo referendo sobre a independência da Escócia, enquanto os irlandeses de Belfast já ameaçaram que a unificação das Irlandas é o seu futuro mais provável.
Entretanto o País de Gales, que tinha sido a região em que apenas 47,5% dos eleitores tinha votado contra a saída da União Europeia, começou a dar mostras de ter invertido o seu ponto de vista e que, afinal, já não quer que o Reino Unido abandone a União Europeia, juntando-se, assim, aos escoceses e aos irlandeses do norte. O jornal escocês The National, que se afirma apoiante da independência da Escócia, decidiu dar publicidade às aspirações galesas e veio agora afirmar-se como “the newspaper that supports an independent Wales”. Portanto, as coisas agravam-se cada vez mais "em terras de Sua Majestade", até porque no nº 10 de Downing Street está um perigoso fanático, aliás como insinuou o seu irmão Jo Johnson, que acaba de se demitir do governo e do Parlamento.