Ontem foi um dia
de grande festa e de regozijo nacional porque a selecção portuguesa de futebol triunfou
no FIFA U-17 World Cup, isto é, o Campeonato do Mundo de Futebol Sub-17 da FIFA
disputado no Qatar e tornou-se campeão do mundo de futebol, que é uma coisa que
acontece poucas vezes e a muito poucos países.
Os portugueses que assistiram à
final com a equipa austríaca ficaram eufóricos com o espectáculo a que
assistiram e com o desempenho dos jovens futebolistas portugueses. A imprensa
portuguesa refletiu essa euforia nas suas edições de hoje, publicando
manchetes alusivas a esse “feito” desportivo e à “arte” dos atletas,
designadamente na chamada “bíblia” do futebol, ou seja, o jornal A Bola.
Eram 48 equipas em competição e a
selecção nacional portuguesa ultrapassou a Nova Caledónia (6-1), Marrocos
(6-0), Japão (1-2), México (5-0), Bélgica (2-1) e Suiça (2-0). Chegou às meias-finais e
encontrou-se com o Brasil (0-0), mas a lotaria dos penaltis foi-lhe favorável e
chegou à final, que foi disputada ontem. O adversário era a equipa da Áustria,
mas a equipa portuguesa triunfou por 1-0 e tornou-se campeã do mundo, como
muito merecimento – digo eu que vi.
Uma vitória deste tipo no futebol
tem um valor relativo, mas num país com tantos problemas na saúde, na educação,
na habitação e na justiça, mas também com dificuldades em muitas outras áreas
da nossa vida colectiva, este triunfo futebolístico e a forma como os jovens
jogadores portugueses jogaram, cantaram o hino e empunharam a bandeira
nacional, é um forte contributo para aumentar a nossa auto-estima e para reforçar
a coesão nacional, mas também para que alguns países estrangeiros nos olhem com
um olhar mais atento e menos sobranceiro.
Aqui fica o justo aplauso aos
nossos campeões do mundo!
