quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

"Le Petit Prince" comemora 70 anos

La Voix du Nord, um jornal da cidade de Lille, evocou a passagem do 70º aniversário da 1ª edição francesa do Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry, traduzido em Portugal como O Principezinho. Hoje é o livro mais lido no mundo depois da Biblia, estando traduzido em 270 línguas ou dialectos e publicadas 1300 edições e 145 milhões de exemplares vendidos !
Em França, todos os anos são publicados entre 150 e 200 mil exemplares do livro e, desde a sua 1ª edição publicada 1946, já terão sido publicadas 12 milhões de cópias.
Porém, Le Petit Prince foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos, na sequência de um pedido que os editores americanos Reynal & Hitchcock fizeram a Saint-Exupéry : um conto para o Natal de 1942. A encomenda atrasou-se e o livro que se tornou tão famoso só veio a ser publicado em 1943.
Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon em 1900, estudou em França e na Suiça e em 1922 obteve o brevet de piloto civil em Rabat, onde prestava serviço militar. Em 1926 tornou-se piloto de linha aérea, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar.  Viveu depois na Argentina e, em 1940, após a ocupação alemã da França, dirigiu-se a Lisboa e seguiu para os Estrados Unidos mas 27 meses depois regressou à Europa para se juntar às Forças Francesas Livres do general De Gaulle e integrar um esquadrão aéreo no Mediterrâneo. Tinha 43 anos de idade e pilotava um P-38 Lightning. No dia 31 de Julho de 1944 largou de uma base aérea da Córsega para uma missão de reconhecimento no vale do Ródano, mas não regressou por ter sido abatido no mar, perto de Marselha.  O seu livro e  o seu apego à causa da liberdade são um exemplo que todo o mundo gosta de evocar através do narrador da obra que é “um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara que tenta, desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha...”.

Nazaré: ondas gigantes e ondas de prata

O promontório da Nazaré, sobre o qual se ergue o forte de São Miguel Arcanjo cuja origem remonta a finais do século XVI, é um dos mais interessantes miradouros naturais da costa portuguesa. Ele separa duas áreas oceanográficas bem distintas: a Praia do Norte e a praia da Nazaré.
Para norte, na Praia do Norte, há as ondas gigantes formadas no Canhão da Nazaré, um desfiladeiro submarino profundo que contrasta com a plataforma continental adjacente, que nos últimos anos se tornaram um ponto de encontro obrigatório para os surfistas das ondas gigantes de todo o mundo. Essas ondas tornaram-se a imagem de marca da Nazaré.
Para sul, na Praia da Nazaré, há uma extensa baía ao longo da qual se estende a vila da Nazaré, orlada por um areal onde as ondas se desfazem com um ímpeto bem diferente do que se passa do outro lado do promontório. Visto do alto do Sítio da Nazaré, o mar azul rebenta sobre o areal e oferece um espectáculo de cor argêntea, a justificar o nome de “costa de prata” que certos locais da costa adoptam para fins promocionais.
Se as ondas gigantes são a nova imagem de marca da Nazaré, nem por isso as bem mais suaves ondas de prata da Praia da Nazaré perderam o seu fascínio, como a fotografia documenta.