segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Espanha entre centralismo e soberanismo

As eleições regionais que ontem se realizaram na Galiza e no País Basco, tiveram os resultados esperados ao confirmarem a maioria de quem já governava, mas vieram acentuar a complexidade da situação política espanhola e revelar tendências de sinal contrário.
Na Galiza, o PPG (Partido Popular Galego) conseguiu manter a presidência do governo autónomo e revalidar a maioria absoluta no parlamento daquela região espanhola (41 dos 75 deputados), com uma campanha que defendia as políticas de austeridade preconizadas por Madrid, num claro apoio ao centralismo de unidade nacional de Mariano Rajoy, que é natural daquela região autónoma.
No País Basco a vitória pertenceu ao PNV (Partido Nacionalista Basco) com 27 deputados, embora tivesse ficado aquém da maioria absoluta e, consequentemente, tenha necessidade de negociar com outros partidos para formar governo. Duas alternativas são possíveis: a coligação Euskal Herria Bildu, herdeira do ilegalizado partido Batasuna (21 deputados), que foi a segunda força mais votada ou o PSV (Partido Socialista Basco), com 16 deputados. Os observadores parecem apostar numa coligação entre o PNV e o E. H. Bildu, o que representará uma pressão para a realização de um referendo para decidir sobre a independência do País Basco, semelhante ao que está a suceder na Catalunha, onde serão realizadas eleições em Novembro.
Em Espanha, a situação económica e social está muito difícil, mas a situação política também está muito complexa e não lhe podemos estar indiferentes.