quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Papa Francisco - Person of the Year 2013

No ano de 1927 a revista Time teve a iniciativa editorial de escolher “O Homem do Ano” e de lhe dedicar uma edição especial, tendo então escolhido o aviador Charles Lindbergh, que realizara o primeiro voo transatlântico solitário e sem escalas. A revista continuou com a sua iniciativa anual e, nos anos seguintes, entre outras personalidades, foram escolhidos Mahatma Gandhi, Adolf Hitler, Josef Stalin, Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt e Dwight Eisenhower, entre outros. Em 1999, a revista modernizou a sua iniciativa e em vez de “O Homem do Ano”, passou a escolher a pessoa do ano - Person of the Year - que mantém o espírito anterior e continua a destacar o perfil de um homem, mulher, casal, grupo, ideia, lugar ou máquina que "para o bem ou para o mal, mais influenciou o mundo durante o ano". Este ano a revista Time escolheu o Papa Francisco como a personalidade do ano, depois de em anos anteriores já ter escolhido outros chefes da Igreja Católica, respectivamente João XXIII (1962) e João Paulo II (1994). O Papa Francisco nasceu em Buenos Aires como Jorge Mário Bergoglio e é o primeiro papa nascido no continente americano, tendo sido eleito no dia 13 de Março de 2013.
A escolha da revista Time reconhece a coragem, o prestígio, a bondade e a enorme influência mundial do Papa Francisco no seu curto pontificado, observável através do exemplo da sua atitude e da sua palavra contra a fome, a pobreza, a desigualdade e a exclusão e, em especial, pela sua recente e lúcida exortação apostólica Evangelii Gaudium, em que toma posição sobre os grandes desafios que a Humanidade enfrenta e se declara contra “uma economia de exclusão e de desigualdade social”, porque “essa economia mata”.
Foi uma boa escolha da revista Time.

 

O Brasil escolhe aviões suecos

O governo brasileiro anunciou ontem a escolha dos aviões Gripen NG da fabricante sueca Saab, para equipar e modernizar a Força Aérea Brasileira (FAB), encerrando um processo que foi lançado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. O negócio foi fechado por 4,5 mil milhões de dólares (3,26 mil milhões de euros) e representa a aquisição de 36 unidades que deverão começar a ser entregues em 2018. O desenvolvimento do novo modelo - hoje existe apenas um protótipo do Gripen NG - será feito em conjunto com a FAB e com a Embraer, devendo contar ainda com a participação de outras indústrias brasileiras, o que se traduzirá num projecto de tecnologiza partilhada. A Presidente Dilma Roussef sublinhou que embora o Brasil seja um país pacífico, não ficará indefeso, “pois um país com as suas dimensões deve estar sempre pronto a proteger cidadãos, património e soberania".
Para a aquisição dos caças, o governo brasileiro abriu um concurso que contou com a participação dos franceses da Dassault (modelo Rafale), dos americanos da Boeing (modelo F-18) e dos suecos da Saab (modelo Gripen NG). Os jornais brasileiros destacaram esta notícia, mas alguns jornais franceses como o diário económico La Tribune, também o fizeram para assinalar “o roubo” que os suecos da Saab fizeram aos franceses da Dassault, apesar das habituais pressões presidenciais francesas. Este negócio mostra bem como dois Estados-membros da União Europeia procuram apoiar as suas indústrias, disputando influências e mercados numa verdadeira guerra comercial, que mostra como o espírito nacionalista prevalece sobre o espírito federalista europeu.