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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ele é o maior ciclista de todos os tempos

Terminou a 113ª edição do Tour de France que é, seguramente, um dos maiores espectáculos desportivos da actualidade, sobretudo pela excelência das suas transmissões televisivas, que nos permitem acompanhar a prova com bastante detalhe informativo, observar o entusiasmo popular que suscita e ver muitas imagens do património natural e arquitectónico francês.
Naturalmente, há competições desportivas que atraem o interesse e o entusiasmo de públicos mais numerosos, como acontece com os Jogos Olímpicos, os grandes torneios de futebol da FIFA e da UEFA, os torneios de ténis do Grand Slam ou as corridas de Formula 1, mas pode afirmar-se que o entusiasmo mobilizador do Tour de France é único. 
Nesta ano de 2026 os ciclistas pedalaram 3.320,7 quilómetros desde Barcelona até Paris, repartidos por 21 etapas das quais oito em alta montanha, nos Pirinéus, no Maciço Central, nos Vosges, no Jura e nos Alpes.
O vencedor foi o ciclista esloveno Tadej Pogačar que, com 27 anos de idade, juntou o seu nome ao lote de pentacampeões do Tour de France, de que fazem parte os franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault, o belga Eddy Merckx e o espanhol Miguel Induráin. Os jornais desportivos franceses e espanhóis, designadamente a Marca, com que ilustramos este texto, mas também alguns jornais generalistas, destacaram a vitória deste excepcional atleta que já é considerado o maior ciclista de todos os tempos.
Como curiosidade registamos que o único português que participou nesta edição do Tour de France foi o ciclista Nélson Oliveira da equipa espanhola Movistar. Terminou na 65ª posição entre os 158 ciclistas que concluíram a prova, mas bateu um recorde, ao tornar-se no primeiro ciclista a cumprir 24 grandes Voltas consecutivas sem abandonos. É obra!

terça-feira, 21 de julho de 2026

Os faróis e a nossa herança marítima

No passado domingo, em que todas as atenções se concentravam no futebol e na final do Mundial, o jornal Açoriano Oriental, que se publica na cidade de Ponta Delgada e que no seu cabeçalho afirma ser “o mais antigo jornal português fundado em 1835 por Manuel António de Vasconcelos", dedicou uma “grande reportagem” aos faróis açorianos que “continuam a orientar quem navega pelo Atlântico”. 
Para ilustrar a sua primeira página, foi escolhida uma fotografia do belíssimo farol do Arnel, localizado na ponta nordeste da ilha de S. Miguel e que está em funcionamento desde 1876. Depois, a reportagem reparte-se por três páginas e assenta em duas entrevistas feitas a Rui Melo e Mário Riscado, dois dos 31 faroleiros que asseguram a operação e a manutenção dos faróis do arquipélago dos Açores e que, nesta reportagem, explicam a especificidade técnica da sua profissão e transmitem ao leitor uma exemplar postura de dedicação a este serviço público.
A reportagem é muito esclarecedora quanto à importância dos faróis, pela confiança que transmitem aos navegantes apesar das modernas ajudas à navegação em que se destaca o Global Positioning System, vulgarmente conhecido como GPS, mas também pelo seu enquadramento na paisagem marítima.
Na Ode Marítima, um dos mais conhecidos e inspirados poemas de Fernando Pessoa sob o heterónimo de Álvaro de Campos, o poeta evoca “o olhar humanitário dos faróis na distância da noite” e, de facto, sobretudo em condições meteorológicas adversas, os faróis são um sinal de hospitalidade para a comunidade marítima e para aqueles que se aproximam de terra, depois de horas ou dias de muito desconforto e de perigo.
Os faróis são, portanto, indispensáveis à navegação, mas também são uma memória histórica e um elemento patrimonial único da paisagem marítima.
Aqui deixo expressa a minha gratidão e o meu aplauso aos faróis e aos faroleiros, Que sejam mantidos e protegidos em nome da nossa herança cultural marítima.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Fernando Pimenta é um atleta de eleição!!!

O canoísta Fernando Pimenta participou no 2026 ICF Canoe Sprint & Paracanoe World Cup, ou mais simplesmente Taça do Mundo de Canoagem, que se realizou em Montreal entre os dias 9 e 12 de julho, tendo conquistado nada menos que duas medalhas de ouro: a primeira na prova de K1 1.000 metros realizada no dia 11 e, a segunda, na prova de K1 5.000 metros disputada no dia 12. A proeza de Fernando Pimenta é notável e, com estas duas medalhas, já soma 32 medalhas de ouro em provas da Taça do Mundo, sendo também um dos poucos atletas olímpicos portugueses duplamente medalhados, respectivamente em Londres 2012 e Tóquio 2020.
Esperava-se, naturalmente, que as edições de hoje dos jornais portugueses, sobretudo os jornais ditos desportivos, destacassem nas suas primeiras páginas as vitórias de Fernando Pimenta e as suas medalhas, pois como referiu o jornalista Rui Guimarães no jornal O Jogo, ele é “muito provavelmente o melhor atleta português de todos os tempos”. Porém, nem os jornais desportivos nem os jornais generalistas destacaram nas suas manchetes de primeira página o atleta Fernando Pimenta, preferindo destacar os futebolistas Schjelderup e Prestianni, mais o Trincão e o Pote, o regresso do Palhinha e os milhões da Arábia, numa subserviência ao futebol e aos seus interesses, vícios e negociatas.
Alguns jornais deram uma pequena notícia da proeza de Fernando Pimenta numa página interior, mas o jornal A Bola ignorou completamente este grande atleta português, preferindo promover futebolistas de quinta categoria.
Embora de nada valha, aqui deixo um protesto por estes desvios de uma imprensa dita desportiva, desonesta e míope, que nada vê para além dos interesses do futebol, deixando também o devido aplauso ao grande atleta que é Fernando Pimenta.

terça-feira, 7 de julho de 2026

O Mundial acabou para os portugueses

Acabou – foi a palavra escolhida para título da sua edição de hoje pelo jornal Record
Portugal perdeu com a Espanha, com um golo sofrido já depois dos 90 minutos de jogo e não chegou aos quartos de final do Mundial. Ficou triste e desolado o país futebolístico, mas também o país anestesiado pela televisão e pelos comentadores, que nos venderam a ideia que seríamos campeões mundiais. Portugal e a Espanha eram duas equipas muito iguais e tudo podia acontecer. Saímos derrotados pela mesma porta por onde saíram o Brasil e os Estados Unidos, por onde já tinham saído a Alemanha, a Suécia, os Países Baixos e o Uruguai e por onde nem sequer tinham passado a Itália, a Dinamarca, a Hungria, a Grécia e a Polónia. 
Estivemos nos 16 melhores do mundo, mas não entramos na galeria dos 8 melhores. Que bom seria se também estivéssemos nos 16 melhores em prosperidade económica, em qualidade de vida e em confiança nas instituições. Foi pena e até houve portugueses que choraram, mas por isso não veio mal ao mundo, nem ao país. Os jogadores lutaram com brio e com dignidade e não há que lhes atribuir culpas, nem tão pouco ao selecionador, nem sequer ao Cristiano e, muito menos, ao guarda redes Diogo Costa. É futebol, uns ganham, outros perdem. Simplesmente, o Mundial acabou para os portugueses
Lamentavelmente, as televisões passaram horas a fio a falar daquele jogo, entrevistando meio mundo, querendo saber quem iria marcar os golos, confundindo o dever de informar e o nosso direito a ser informados. Foi um sufoco que também acabou.
Com 41 anos de idade, Cristiano Ronaldo tornou-se o único futebolista a marcar golos em seis Mundiais e, com as suas qualidades e os seus defeitos, tornou-se um símbolo do futebol português e até da própria portugalidade, como tantas vezes vimos nas reportagens televisivas. Chorou e a fotografia do seu desalento encheu a primeira página de muitos jornais mundiais. Aqui lhe deixo o meu aplauso.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Vozinha e a boa surpresa de Cabo Verde

As equipas nacionais de Cabo Verde e da Espanha empataram ontem sem golos, no jogo que disputaram em Atlanta para o Grupo I do Mundial e o resultado constituiu o primeiro grande choque deste Mundial e fez de Cabo Verde “o lugar mais feliz do mundo neste momento”.
A Espanha é a actual campeã da Europa, é a equipa número 2 do ranking da FIFA e é a grande favorita para vencer o Mundial, enquanto Cabo Verde é estreante e ocupa apenas a posição 67 daquele ranking. Por isso, o jogo Espanha-Cabo Verde era apenas mais um jogo do Mundial de futebol e um duelo previsivelmente bastante desequilibrado e com um vencedor quase inevitável, mas não foi isso que aconteceu. A imprensa internacional elogiou a estreia histórica dos “tubarões azuis”, onde se destacam vários futebolistas que jogam em Portugal, sobretudo o guarda-redes Vozinha, que foi eleito o MVP (Most Valuable Player) do primeiro jogo de Cabo Verde numa fase final de um Mundial. Trata-se de um jogador do Desportivo de Chaves, que nasceu no Mindelo e tem 40 anos de idade, cujo nome completo é Josimar José Évora Dias. 
Na sua edição de hoje o jornal português Record fez manchete com o seu nome, escrevendo “Vozinha cala Espanha”. Porém, a exibição do guarda-redes caboverdiano foi muito elogiada em muitos jornais estrangeiros, nomeadamente n'O Globo (“Vozinha cala a favorita”), no Estado de S. Paulo (“Vozinha cala a Espanha”) e até no The Washington Post (“A hero for Cape Verde”), no The New York Times (“Vozinha, the 40-year-old Cape Verde hero”) e no The Wall Street Journal (“The 40-year-old goalkeeper who just shut out the World Cup favorites”).
A imprensa espanhola classificou o resultado do jogo com Cabo Verde como “petardazo”, “chasco”, “deprimente empate” ou “desilusionante debut”, enquanto o diário desportivo AS escreveu: “El muro caboverdiano y el cuarentón Vozinha provocan la primera gran sorpresa del Mundial”.
Grande Vozinha!

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Gente que conta: “Le monde selon Vhils”

Alexandre Manuel Dias Farto é um artista português nascido em 1987 no Seixal, que se tem destacado nas áreas do graffiti e da street art, sobretudo através dos seus “rostos” que são esculpidos ou pintados em muros e paredes. Assina as suas obras como Vhils e é por esse nome que é conhecido, aqui e além-mar, pois os seus trabalhos encontram-se em inúmeros países e, naturalmente em Portugal, onde retratou Zeca Afonso e Amália, Sofia e Saramago, entre muitas outras figuras e factos. Recentemente, foi escolhido por Marcelo Rebelo de Sousa para fazer o seu retrato que figura na Galeria dos Presidentes no Palácio de Belém, o que lhe aumentou a notoriedade nacional.
Agora, a prestigiada revista francesa Courrier International decidiu escolher como “invité spécial” da sua edição nº 1853 de 7 de maio, esta “figura maior da arte urbana” e escolheu como capa um dos rostos que desenhou e, como manchete, a frase “Le monde selon Vhils”. A reportagem que é abundantemente ilustrada com obras de Vhils espalhadas pelo mundo, salienta:
“É importante destacar que esta edição com Vhils é inédita em vários aspetos. Em primeiro lugar, é a primeira vez na história do Courrier International que           convidamos um artista para colaborar connosco. Mas é também a primeira vez que concebemos o nosso jornal em parceria entre dois países. Durante quase quatro meses, as nossas equipas e as equipas de Vhils, sediadas em Portugal, trabalharam em conjunto para criar esta edição”.
E aqui está como uma figura da arte e da cultura portuguesa atravessa fronteiras e tem “quelques œuvres majeures autour du monde”, em cidades como Lisboa e Porto, Londres e Los Angeles, Bruxelas e São Paulo, Macau e México City, Pequim e Shanghai, Praia e Cincinnati, Hong Kong e Paris, Rio de Janeiro e San Diego, Fremantle e Dubai. 
Bravo!

domingo, 12 de abril de 2026

Lula e o Brasil reconhecidos na Europa

A revista francesa Challenges que é especializada em assuntos económicos e negócios, na sua mais recente edição destacou em manchete de forma muito elogiosa o presidente do Brasil, a quem chamou Lula superstar.
Numa época em que as manchetes das grandes revistas internacionais são ocupadas pelos líderes da Ucrânia e da Rússia, de Israel e do Líbano e, também, do Irão e principalmente dos Estados Unidos, o aparecimento do Brasil e do seu presidente na capa de uma prestigiada revista europeia deve encher de orgulho metade do país e deve deixar os bolsonaristas muito irritados, porque significa que o Brasil e o seu presidente são ouvidos, procurados e respeitados no exterior. 
A revista dedicou a sua capa ao Brasil e ao presidente Lula numa reportagem que se estende por 15 páginas, evidenciando o êxito que foi a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas ou COP30, que se realizou em novembro de 2025 na cidade de Belém e que juntou cerca de duas centenas de países, mas também em relação ao Acordo Comercial EU-Mercosul, acelerado pelo Brasil e assinado no Paraguai no dia 9 de janeiro de 2026. Este acordo que abre boas perspectivas comerciais foi negociado durante cerca de 26 anos e espera-se que venha a dinamizar a integração das economias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai que, com os seus 270 milhões de habitantes, constituem o 6º maior bloco económico do mundo.
O trabalho jornalístico da Challenges também destaca a Embraer, uma “joia da coroa” brasileira que, embora de forma limitada, começa a desafiar o duopólio Airbus-Boeing.
Aqui deixamos o nosso aplauso pelo justo reconhecimento internacional que vem sendo feito ao Brasil e de que os portugueses também muito se orgulham.

sábado, 11 de abril de 2026

O grande sucesso da missão Artemis II

Depois de uma viagem espacial que durou dez dias, a cápsula Orion mergulhou nas águas do oceano Pacífico, ao largo de San Diego, suspensa por três enormes paraquedas, assim terminando a missão da Artemis II. Pouco depois os quatro astronautas saíram da cápsula com evidente desembaraço e esse foi o sinal mais evidente do grande sucesso científico e operacional da sua missão, em que foram mais longe da Terra do que qualquer ser humano antes tinha estado e viram (e fotografaram) a face oculta da Lua).
Os tripulantes da Orion - Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen – formaram uma equipa singular, diversificada e multinacional, que a NASA escolheu para mostrar as mudanças havidas na sociedade e na cooperação internacional. Nesta missão, pela primeira vez voaram até à Lua uma mulher, um astronauta negro e um não americano, o que mostra uma visão do mundo bem diferente daquela que a actual administração americana pretende impor.  Os quatro astronautas regressaram sãos, salvos e com a missão cumprida, o que representou um enorme sucesso para a NASA, “após dezenas de milhares de milhões de dólares, anos de atraso e muitas dúvidas sobre o interesse em relançar a conquista lunar”.
O regresso da missão Artemis II processou-se com toda a perfeição a velocidades que são inimagináveis e foi transmitido em directo pela televisão. Numa altura de grande tensão no mundo e em que se desenha uma possível crise económica no horizonte, o mundo assistiu com alegria a este grande momento da história do homem.
Hoje, a imprensa imprensa mundial destacou a amaragem bem-sucedida da Orion, assim acontecendo com o diário texano Houston Chronicle, que se publica na cidade onde a NASA desenvolve o seu trabalho principal.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Mudança em Belém: gratidão e confiança

Há menos de 48 horas aconteceu o render da guarda em Belém, isto é, aconteceu a mudança do titular do mais alto cargo da nação portuguesa, deixado pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa após ter cumprido dois mandatos entre 2016 e 2026, substituído pelo novo presidente António José Seguro, depois de ter jurado defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República.
A presidência de Marcelo Rebelo de Sousa foi globalmente positiva e foi dominada por uma íntima ligação afetiva aos portugueses, acompanhando-os nos momentos em que foram vítimas das tragédias naturais que nos aconteceram, mas também nos momentos de grande euforia nacional e de celebração de vitórias desportivas. Muitas vezes, o presidente Marcelo pareceu um de nós, na sua simplicidade, irreverência e proximidade mas, quando necessário, também soube afirmar-se como um homem de cultura erudita, um académico e um cosmopolita. Ele soube defender a Liberdade e a Democracia, esteve sempre e sem equívocos ao lado dos valores do 25 de Abril, o que nem sempre aconteceu no seio da sua família política. Não foi perfeito e demasiadas vezes falou demais e nunca ficou esclarecido o seu papel em algumas “conspirações”, como foi a queda do governo de António Costa.
Porém, a presidência de Marcelo merece a nossa gratidão.
António José Seguro chega a Belém como o presidente que conseguiu a maior vitória presidencial de sempre, com um discurso de serenidade e de moderação, com palavras mobilizadoras e agregadoras, livre, independente e “atento às desigualdades e comprometido com a justiça social e a dignidade humana”. Leva consigo para Belém uma diversificada carreira política, um singular conhecimento dos nossos desequilíbrios regionais e de um “interior abandonado e esquecido” e, last but not the least, leva consigo para Belém o espírito e os valores de Abril, tendo saudado “os Capitães de Abril, homens de coragem que abriram as portas da esperança a Portugal e devolveram a liberdade ao povo português”.
A presidência de Seguro merece a nossa confiança.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Brasil ganha ouro em Cortina d’Ampezzo

Estão a decorrer os XXV Jogos Olímpicos de Inverno que se disputam nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo, que são vulgarmente conhecidos por Milão-Cortina 2026. Desde o dia 6 de fevereiro e até ao dia 22, estarão em prova 2.871 atletas representando 96 países, a maioria dos quais com uma presença simbólica, como acontece com a Guiné-Bissau, o Benim, a Eritreia, a Colômbia, o Quénia e até mesmo com Portugal, porque os desportos de inverno só acontecem onde há neve e gelo. Daí que os Jogos Milão-Cortina 2026 interessem pouco os portugueses e que a maioria das medalhas até agora disputadas tenha sido conquistada por noruegueses, italianos, americanos, suecos, holandeses, franceses, alemães e austríacos.
Porém, por vezes acontecem imprevistos e até o tropical Brasil, que escalda em tempo de Carnaval, teve uma medalha olímpica de ouro!
Aconteceu no dia 14 de fevereiro, quando a prova de Sky Alpino Slalom Gigante Masculino foi ganha por Lucas Pinheiro Braathen, que bateu os suíços Marco Odermatt e Loic Meillard. 
Lucas nasceu em Oslo, é filho de mãe brasileira e tem 25 anos de idade. A sua dupla nacionalidade brasilo-norueguesa permitiu-lhe representar o Brasil e ser o primeiro brasileiro e latino-americano a conquistar uma medalha olímpica nos Jogos de Inverno (na mesma prova o português Emeric Guerillot foi o 38º classificado).
Quando da subida ao pódio para receber a sua medalha de ouro, o medalhado Lucas Pinheiro não aguentou a sua euforia e deu um salto de satisfação, pouco habitual nestas cerimónias mas muito compreensível, tendo essa fotografia ilustrado a edição d’O Estado de S. Paulo, mas também de outros jornais brasileiros e estrangeiros. Essa fotografia vai certamente figurar na galeria das mais expressivas fotografias dos Jogos Milão-Cortina 2026.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Democrata Seguro será Presidente seguro

António José Martins Seguro foi ontem eleito como o novo presidente da República Portuguesa, tendo recebido cerca de três milhões e meio de votos que correspondem a 66,82% do total dos votos expressos nas urnas. A sua expressiva vitória inspirou o jornal Público que, na sua edição de hoje, escolheu a palavra seguríssimo como manchete. 
O presidente eleito tem 63 anos de idade, vive nas Caldas da Rainha e tem como principais credenciais políticas o facto de ter sido eurodeputado, ministro do governo de António Guterres e secretário-geral do Partido Socialista. A sua expressiva vitória, foi também a vitória da Democracia e da Liberdade, dos valores do 25 de Abril e da moderação e do equilíbrio, mas também foi uma pesada derrota para os extremistas, para os saudosistas do antigo regime e para os populistas que não olham a meios para atingir os seus fins.
Sobre o presidente eleito pesam agora grandes responsabilidades como inspirador da sociedade portuguesa e moderador das lutas políticas, pois é necessário ultrapassar a situação em que o nosso país se encontra, sobretudo depois das recentes calamidades meteorológicas, mas também levar o país a ser internacionalmente menos subserviente e a ser mais consequente no combate à pobreza e à corrupção. Embora não vá governar, espera-se que o novo presidente não siga os caminhos do seu antecessor, que aparecia por todo o lado, que falava demais e que viajava demasiado sem se saber para quê. 
António José Seguro tem o nosso aplauso e vai ser um Presidente seguro e firme na defesa da Liberdade e da Democracia, da Paz e da Justiça Social. 
Seguro sucede a Soares, a Sampaio, a Silva e a Sousa, isto é, parece que para se ser Presidente da República tem que se ter um apelido começado na letra S

Honi soit qui mal y pense!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Os brilhantes andebolistas portugueses

Neste ano de 2026 realizou-se pela 17ª vez o EHF European Men's Handball Championship ou, mais simplesmente, o Campeonato da Europa de Andebol, com a equipa portuguesa a classificar-se no 5º lugar, o que constitui a sua melhor classificação de sempre.
A equipa fez oito jogos e brilhou: na fase preliminar (grupo B) com a Roménia (40-34), a Macedónia do Norte (29-29) e a Dinamarca (31-29); no main round (grupo I) com a Alemanha (28-30), a França (38-46), a Noruega (35-35) e a Espanha (35-27). Seguiu-se o jogo para a atribuição do 5º lugar e bateu a Suécia (36-35). Foram 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, numa campanha de grande nível competitivo, em que esteve com os melhores. Amanhã, a Dinamarca e a Alemanha vão disputar a final e, tendo essas duas equipas estado no caminho da equipa portuguesa, basta ver os resultados para concluir que Portugal poderia ter sido finalista. Entretanto, a equipa ficou apurada para o próximo Campeonato do Mundo que se realizará em 2027, no qual procurará melhorar o seu 4º lugar conquistado em 2025. Estão de parabéns os andebolistas portugueses que fazem do andebol um espectáculo tão artístico como um moderno bailado.
Pensava-se que a imprensa desportiva portuguesa iria destacar esta proeza desportiva, mas assim não aconteceu. Hoje os três jornais desportivos portugueses tratam de futebol, de futebol e de futebol. Com grandes fotografias na primeira página, cada jornal mostra um “ídolo”, que por acaso nenhum é português: um mostra um tal Alisson que o Nápoles quer mas que ninguém sabe quem é, outro exibe o Suárez que diz que não tem limites e o outro elogia um tal Temem Moffi que ainda nem chegou ao nosso país, mas que os nossos jornalistas já idolatram. 
Os brilhantes e talentosos andebolistas portugueses – n’A Bola, no Record e n’O Jogo – não mereceram mais que uma pequena nota de rodapé na sua primeira página. Palavras para quê?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Restauro dos murais de Almada Negreiros

As manchetes da imprensa portuguesa e não só, tendem a satisfazer o princípio AIDA - chamar a Atenção, suscitar o Interesse, provocar o Desejo e levar à Aquisição – pelo que recorrem ao sensacionalismo e ao fait divers, sobretudo nas áreas da Sociedade, da Política, da Economia e do Desporto. Os seus títulos e os temas dominantes raramente são da área da Cultura e, por isso, aqui se destaca a capa da edição de ontem do jornal Público, que foi dedicada ao restauro em curso dos murais de Almada Negreiros existentes em Lisboa, junto ao Tejo, nas gares marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde d’Óbidos, dois edifícios desenhados pelo arquitecto Pardal Monteiro que foram construídos na década de 1940.
Os murais foram encomendados pelo Estado Novo e foram pintados nos anos 1940. O seu conteúdo é dedicado ao mar, à vida ribeirinha e ao povo anónimo, aos marinheiros, às varinas e aos pescadores, ignorando as figuras históricas que o regime promovia, bem como a “gesta heróica da difusão da fé e do império”. Nessa linha, os murais ignoram os grandes navegadores e as grandes navegações quinhentistas e inspiram-se no quotidiano das fainas marítimas, sobretudo do porto de Lisboa, bem como em algumas lendas, como a lenda da Nau Catrineta e a lenda de D. Fuas Roupinho e o milagre da Nazaré.
Os murais estão sujeitos a um ambiente agressivo de humidade e salinidade, pelo que careciam de restauro que, no caso dos murais da Rocha do Conde d’Óbidos já está concluído após doze meses de trabalho. A intervenção nos murais da Gare Marítima de Alcântara vai iniciar-se em Janeiro e “deverá superar o meio milhão de euros que custou o restauro dos murais da Rocha do Conde d’Óbidos”, mas é caso para dizer que é um dinheiro bem gasto, porque os murais de Almada Negreiros são um património artístico fundamental a cidade de Lisboa e representam o maior conjunto de pintura mural do século XX em Portugal.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Portugal é campeão do mundo de futebol

Ontem foi um dia de grande festa e de regozijo nacional porque a selecção portuguesa de futebol triunfou no FIFA U-17 World Cup, isto é, o Campeonato do Mundo de Futebol Sub-17 da FIFA disputado no Qatar e tornou-se campeão do mundo de futebol, que é uma coisa que acontece poucas vezes e a muito poucos países.
Os portugueses que assistiram à final com a equipa austríaca ficaram eufóricos com o espectáculo a que assistiram e com o desempenho dos jovens futebolistas portugueses. A imprensa portuguesa refletiu essa euforia nas suas edições de hoje, publicando manchetes alusivas a esse “feito” desportivo e à “arte” dos atletas, designadamente na chamada “bíblia” do futebol, ou seja, o jornal A Bola.
Eram 48 equipas em competição e a selecção nacional portuguesa ultrapassou a Nova Caledónia (6-1), Marrocos (6-0), Japão (1-2), México (5-0), Bélgica (2-1) e Suiça (2-0). Chegou às meias-finais e encontrou-se com o Brasil (0-0), mas a lotaria dos penaltis foi-lhe favorável e chegou à final, que foi disputada ontem. O adversário era a equipa da Áustria, mas a equipa portuguesa triunfou por 1-0 e tornou-se campeã do mundo, como muito merecimento – digo eu que vi.
Uma vitória deste tipo no futebol tem um valor relativo, mas num país com tantos problemas na saúde, na educação, na habitação e na justiça, mas também com dificuldades em muitas outras áreas da nossa vida colectiva, este triunfo futebolístico e a forma como os jovens jogadores portugueses jogaram, cantaram o hino e empunharam a bandeira nacional, é um forte contributo para aumentar a nossa auto-estima e para reforçar a coesão nacional, mas também para que alguns países estrangeiros nos olhem com um olhar mais atento e menos sobranceiro.
Aqui fica o justo aplauso aos nossos campeões do mundo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Portugal no 2026 FIFA World Cup

Hoje não se fala de outra coisa em Portugal, porque a seleção nacional de futebol ganhou à seleção da Arménia num jogo emocionante disputado na cidade do Porto. Tudo correu bem e os portugueses lembram-se dos golos de João Neves, de Bruno Fernandes e de outros jogadores, esquecendo a Ucrânia e Gaza, as eleições presidenciais e o mau tempo provocado pela depressão Cláudia.
A vitória por 9-1 garantiu a presença num Campeonato do Mundo de Futebol pela 9ª vez. Foram nove golos como salienta a manchete da edição de hoje do jornal A Bola e foi também a 9ª vez que a selecção portuguesa foi apurada para um Mundial de futebol.
Assim, a 23ª edição do 2026 FIFA World Cup que se realizará em 16 cidades dos Estados Unidos, México e Canadá, vai incluir Portugal entre as 48 equipas participantes, incluindo 16 seleções são europeias, das quais já estão apuradas a França, Portugal, Noruega, Inglaterra e Croácia.
A competição vai decorrer a partir de 11 de junho até 19 de julho de 2026 e vai entusiasmar meio mundo, nomeadamente em Portugal. Ainda bem que assim é, porque se a participação portuguesa tiver a qualidade que se espera, ganha a auto-estima lusitana, ganha a economia portuguesa e ganha o prestígio internacional de Portugal.
Portanto, é preciso que se conserve o entusiasmo proporcionado por esta vitória sobre a Arménia, mas também é necessário que não haja euforias desproporcionadas, como são as declarações de algumas personalidades que até já pensam numa vitória portuguesa no 2026 FIFA World Cup.

sábado, 1 de novembro de 2025

jtm: 43 anos em prol da Língua Portuguesa

A mais recente edição do jtm – Jornal Tribuna de Macau anuncia, com grande destaque na primeira página, a passagem do seu 43º aniversário, isto é, de “43 anos em prol de Macau e da Língua Portuguesa”. Esse desígnio distingue-o da generalidade dos jornais que no estrangeiro se publicam em português, pois nenhum outro jornal da diáspora portuguesa, ou dos países de língua oficial portuguesa, se apresenta como defensor da língua portuguesa.
O Jornal Tribuna de Macau é um dos três diários em língua portuguesa da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) da República Popular da China, tendo aparecido nas bancas pela primeira vez no dia 28 de Outubro de 1982 com o título Jornal de Macau, ainda no tempo em que o território estava sob soberania portuguesa.
Entretanto, já passaram cerca de 26 anos desde “o regresso de Macau à China” e o jornal continua a ser um farol da língua portuguesa no território.
O jornal é considerado um diário, embora não se publique aos sábados, domingos e feriados, imprimindo habitualmente 16 páginas. A sua última edição tem o número 7275, o que bem atesta o serviço que o jornal tem prestado à língua e à cultura portuguesa nos seus 43 anos de vida.
Está de parabéns Sérgio Terra, o seu director e principal sócio.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Cabo Verde está no FIFA World Cup 2026

A República de Cabo Verde, ou simplesmente Cabo Verde, tem o seu território com cerca de quatro mil quilómetros quadrados de superfície repartido por dez ilhas atlânticas e nele vivem cerca de 500 mil pessoas, embora outras tantas vivam em comunidades fora do país, sobretudo Portugal, Estados Unidos, França, Holanda, Luxemburgo, Angola e Senegal.
Diz-se que os brasileiros são nossos irmãos e que os espanhóis são nuestros hermanos, mas nessa perspectiva os cabo-verdianos são mais do que isso porque, como alguém classificou, eles são os portugueses dos trópicos.
Independente desde 1975 depois de seis séculos de história em comum, a pátria de Amílcar Cabral, Cesárea Évora, Corsino Fortes, Germano de Almeida, Pedro Pires e Tito Paris, mas de tantos outros ilustres cabo-verdianos, tem-se afirmado como um dos mais estáveis países do continente africano. Do ponto de vista cultural, o país que o mundo conhece pela sua musicalidade, é uma conjugação harmoniosa de elementos europeus e africanos, incluindo a língua portuguesa, as práticas religiosas, o estilo de vida, a música, a gastronomia e… o futebol.
E o futebol está na ordem do dia. Na passada segunda-feira a selecção cabo-verdiana de futebol venceu por 3-0 a selecção de Essuatíni (antiga Suazilândia) e garantiu a presença no Mundial de Futebol de 2026. O entusiasmo foi enorme, como se viu nas imagens televisivas, mas o semanário Expresso das Ilhas saudou especialmente este “sonho” que une as dez ilhas cabo-verdianas.
Quando, no dia 11 de Junho de 2026, começar o FIFA World Cup 2026, que pela primeira vez incluirá 48 equipas e se disputará no Canadá, Estados Unidos e México, aqui em Portugal não faltarão adeptos à selecção de Cabo Verde. 
Bravo!

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Portugal reconheceu o Estado da Palestina

Finalmente, depois de tantas hesitações, Portugal reconheceu o Estado da Palestina e passou a estar incluído no grupo de 157 países-membros das Nações Unidas que o reconhecem e que correspondem a 81,3% do seu plenário, como foi noticiado pelo jornal Público
Foi preciso que o território de Gaza fosse destruído pela desumanidade dessa figura verdadeiramente sinistra que é Benjamin Netanyahu, que tivessem sido mortas cerca de 65 mil pessoas e que cerca de dois milhões de palestinianos estejam a ser massacrados pela guerra e pela fome, para que o governo português tivesse reconhecido a Palestina. Porém, mais vale tarde que nunca e, por isso, esta decisão deve ser saudada.
O reconhecimento de um país por outro resulta da visão que este país tem da real situação do outro, isto é, se tem uma população permanente, se tem fronteiras territoriais bem definidas, se tem um governo efectivo e se tem uma organização política que assegure os direitos fundamentais dos cidadãos, a separação de poderes e a estabilidade social. Não é seguro que a Palestina cumpra todos esses critérios, até porque tem uma parte do seu território ocupado ou destruído por Israel, com os seus extremistas a praticar uma agressiva política de genocídio em Gaza, que constitui uma das maiores crueldades da história recente da Humanidade. 
Por isso, vários países como o Reino Unido, a França, o Canadá, a Austrália e Portugal, entre outros, cada dia mais pressionados pelas suas opiniões públicas e rendidos às evidências do cruel massacre do povo palestiniano e da violação dos seus direitos humanos, reconheceram a Palestina num acto simbólico, mas também num apelo para que Israel termine com a sua agressão desproporcionada e criminosa ao povo palestiniano. 
Porém, como se vê diariamente nas nossas televisões, o lobby israelita está activo e há quem, não tendo vergonha nem dignidade nenhuma, defenda a crueldade, a violência e a desumanidade de Netanyahu e dos seus seguidores. Se essa gente soubesse o que é a guerra e o sofrimento que provoca, teria certamente outra opinião.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Isaac Nader: o algarvio campeão mundial

Ninguém conhecia Isaac Nader até que se tornou campeão do mundo dos 1500 metros no World Athletics Championships que estão a decorrer em Tóquio e a edição de hoje do jornal Público prestou-lhe uma justa homenagem, ao publicar a sua fotografia a toda a largura da primeira página, o que nenhum jornal desportivo português fez porque estavam todos envolvidos com a mexeriquice à volta do novo treinador de futebol do Benfica que, durante várias horas, monopolizou toda a atenção da comunicação social portuguesa. Só aqueles que "viram, ouviram e leram" sabem bem que a cobertura em espaço e em tempo que foi dada ao treinador Mourinho é um caso notável de provincianismo e de mediocridade jornalística.
O desconhecido Isaac Zambujeiro Nader nasceu em Faro, tem 26 anos de idade e é filho de um futebolista marroquino que jogou futebol em Portugal e da portuguesa Ana Zambujeiro. Habituados, como ainda estamos, a lembrar os campeões olímpicos Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro e alguns poucos mais atletas, talvez já estivéssemos conformados com o não aparecimento de um atleta capaz de ser campeão mundial numa corrida de pista, mas ele aí está. Com humildade e confiança ganhou a sua prova com autoridade e fez com que A Portuguesa se ouvisse na capital do Japão. 
Entretanto, já declarou que trabalha todos os dias para chegar a 2028 na sua melhor forma física e psicológica, o que significa que aposta numa vitória nos próximos Jogos Olímpicos, que vão realizar-se em Los Angeles.
Aqui felicitamos o nosso campeão mundial Isaac Nader e lhe desejamos boa sorte para o seu sonho desportivo de 2028.

sábado, 6 de setembro de 2025

João Almeida brilhou no cimo do Angliru

Que os desportistas portugueses me desculpem, sobretudo os que apreciam os sucessos dos nossos futebolistas, canoístas, hoquistas, andebolistas e outros praticantes desportivos de alta notoriedade e, por vezes, de grande valor, mas o desempenho ciclista de João Almeida na Vuelta a España 2025 que está a decorrer e que diariamente podemos acompanhar em directo através das transmissões televisivas, está a ser simplesmente notável.
Ontem, nas montanhas do Principado das Asturias, o ciclista João Almeida dominou e venceu a 13ª etapa da prova, corrida entre Cabezón de la Sal e o mítico Alto de L’Angliru, cujo troço final com 12,4 quilómetros tem um declive médio de 9,8%, o que faz deste troço a a escalada mais famosa e mais temida da Vuelta.
O jornal A Bola, provavelmente recordado dos êxitos de Joaquim Agostinho na Vuelta a España (2º em 1974) e no Tour de France (3º em 1978 e 1979), destacou a exibição de João Almeida que, realmente, “brilhou nas alturas” e deu uma grande alegria aos milhares de portugueses que o incitaram com bandeiras e aplausos ao longo da íngreme subida.
A escalada do Alto de L’Angliru só entrou na Vuelta em 1999, mas desde logo os seus vencedores adquiriram um estatuto especial, com os seus nomes a serem gravados num obelisco apropriado que foi instalado no local. Assim, o nome de João Almeida vai ficar gravado nesse obelisco pela vitória brilhante, em que percorreu a subida num excepcional tempo, pois gastou apenas mais um segundo do que o melhor tempo alguma vez feito por um ciclista naquela subida. 
Parabéns ao grande atleta de A-dos-Francos, no concelho das Caldas da Rainha!