Neste ano de 2026 realizou-se pela 17ª vez o EHF European Men's Handball Championship ou, mais simplesmente, o Campeonato
da Europa de Andebol, com a equipa portuguesa a classificar-se no 5º lugar, o que constitui a sua melhor classificação de
sempre.
A equipa fez oito
jogos e brilhou: na fase preliminar (grupo B) com a Roménia (40-34), a
Macedónia do Norte (29-29) e a Dinamarca (31-29); no main round (grupo I) com a Alemanha (28-30), a França (38-46), a
Noruega (35-35) e a Espanha (35-27). Seguiu-se o jogo para a atribuição do 5º
lugar e bateu a Suécia (36-35). Foram 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, numa
campanha de grande nível competitivo, em que esteve com os melhores. Amanhã, a
Dinamarca e a Alemanha vão disputar a final e, tendo essas duas equipas estado
no caminho da equipa portuguesa, basta ver os resultados para concluir que
Portugal poderia ter sido finalista. Entretanto, a equipa ficou apurada para o
próximo Campeonato do Mundo que se realizará em 2027, no qual procurará
melhorar o seu 4º lugar conquistado em 2025. Estão de parabéns os andebolistas
portugueses que fazem do andebol um espectáculo tão artístico como um moderno bailado.
Pensava-se que a
imprensa desportiva portuguesa iria destacar esta proeza desportiva, mas assim
não aconteceu. Hoje os três jornais desportivos portugueses tratam de futebol,
de futebol e de futebol. Com grandes fotografias na primeira página, cada
jornal mostra um “ídolo”, que por acaso nenhum é português: um mostra um tal
Alisson que o Nápoles quer mas que ninguém sabe quem é, outro exibe o Suárez
que diz que não tem limites e o outro elogia um tal Temem Moffi que ainda nem
chegou ao nosso país, mas que os nossos jornalistas já idolatram.
Os brilhantes
e talentosos andebolistas portugueses – n’A
Bola, no Record e n’O Jogo – não mereceram mais que uma
pequena nota de rodapé na sua primeira página. Palavras para quê?

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