O presidente dos
Estados Unidos anunciou um cessar-fogo por duas semanas no conflito que o opõe
ao Irão, na sequência dos esforços diplomáticos do Paquistão. Ambos os países
reclamam vitória, mas o importante é que a guerra está parada e fica atenuada a
hipótese de uma crise económica global.
O diário The Wall Street Journal,
mas também outros jornais americanos, destaca o recuo de Donald Trump e exibe
uma fotografia em que se destaca a bandeira do Irão e não a bandeira dos
Estados Unidos, mostrando assim que estão do lado do agredido e não apoiam o
agressor. O fanfarrão Donald Trump recuou, mas deve ter ficado aliviado porque
tinha afirmado e repetido que iria “destruir o Irão esta noite se o estreito de
Ormuz não for reaberto” e ter acrescentado, também, que “uma civilização
inteira morrerá esta noite”. A sua ameaça é uma declaração criminosa que viola
todas as regras da guerra que protegem civis, feridos e prisioneiros, tendo
sido tão grave que Paul Krugman, um prémio Nobel da Economia, veio dizer que “a
civilização que pode ser destruída esta noite é a nossa”.
Agora que a agressão
está suspensa, começaram a ouvir-se mais vozes denunciando a credibilidade e a
moralidade de Donald Trump e da sua equipa, particularmente dessa figura
igualmente sinistra que é Pete Hegseth, o secretário da Defesa, ou da Guerra, que foi
denunciado pelo ex-presidente Bill Clinton por defender neste conflito “no
quarter, no mercy”, isto é, não prisioneiros, não piedade, não misericórdia”.
Ora isto é crime de guerra, como disse Bill Clinton que criticou sabiamente os desvarios de Trump.
Donald Trump nunca teve o apoio
da maioria dos americanos para fazer esta guerra como mostram as sondagens e
basta ver a imprensa americana para constatar essa verdade. Inexplicavelmente,
as nossas televisões estão cheias de comentadores que apreciam e elogiam Trump
e Hegseth, para além do criminoso Netanyahu, numa postura de evidente
subdesenvolvimento cultural.
