A Catalunha é uma
das 17 comunidades autónomas da Espanha e, tal como acontece com o País Basco, com
a Galiza e com outras regiões peninsulares, nela existe um acentuado sentimento
independentista, resultante da sua história, da sua língua e da sua cultura e,
naturalmente, do seu distanciamento geográfico em relação ao centralismo de
Madrid. Dizem os roteiros que a sua capital é Barcelona e que a região tem 7,5
milhões de habitantes, distribuídos pelas províncias de Barcelona, Girona,
Lérida e Tarragona.
Porém, a grande
Catalunha, ou a pàtria catalana, é
uma entidade cultural e linguística que se estende para além dos limites geográficos
da comunidade autónoma que tem a capital em Barcelona, prolongando-se para sul
até à Comunidade Valenciana e para norte até à Catalunha Francesa, ou Catalunya
del Nord, e ainda para as ilhas Baleares e para a parte oriental da ilha
italiana da Sardenha.
Numa das suas
edições mais recentes, o jornal El Punt Avui – diari independent, català, comarcal i democratic – publicou uma
extensa reportagem sobre a população catalã destas regiões e que neste primeiro
quarto de século XXI, embora de forma assimétrica, se aproxima dos 16 milhões de
cidadãos espanhóis, franceses e italianos que, sob o ponto de vista linguístico
e cultural, são catalães.
Naturalmente, por
razões de sensibilidade política, a ilustração da capa do jornal ignora a
Catalunha Francesa e a parte oriental da ilha Sardenha, designadamente a região
de Alghero, que aqui designamos como a Catalunha Italiana, mas esta reportagem
jornalística mostra que o sonho de uma Catalunha independente e com pleno
assento na União Europeia não morreu com a desastrada tentativa de
independência que Carles Puigdemont encabeçou em 2017.
