quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Município de Lisboa é um gigante

Nas remessas de correio electrónico mais ou menos indesejado que todos recebemos diariamente, chegou-me uma informação relativa aos quadros de pessoal da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que referia a existência de 2521 Técnicos Superiores, licenciados ou doutorados, designadamente 330 arquitectos, 101 assistentes sociais, 73 psicólogos, 104 sociólogos, 146 licenciados em marketing, 260 engenheiros civis, 156 historiadores e 303 juristas, entre outros profissionais. Não era referido se a situação era actual ou passada, mas estranhei um tão numeroso exército de gente qualificada pelo que fui procurar a confirmação dessa informação. Julgo ter encontrado uma resposta no Boletim Municipal da CML, nº 937, Suplemento 2 (Fevereiro de 2012), que inclui o Mapa de Pessoal do Município de Lisboa para 2012, anexo ao Orçamento para o mesmo ano. O Mapa apresenta os elementos relativos a 2011 e estabelece a sua evolução para o ano de 2012. No que respeita aos Técnicos Superiores está prevista em 2012 a sua redução de 2616 para 2539 elementos (-2,9%) e lá estão 343 arquitectos, 321 juristas, 270 engenheiros civis, 160 historiadores, 150 licenciados em Ciências da Comunicação e 104 sociólogos. A informação que eu recebera estava certa e apenas pecava por defeito!
No entanto, a CML parece estar alertada para o seu gigantismo e estar a actuar com sensatez e sem sobressaltos, pois em 2012 o número total de pessoal teria passado de 11.510 para 10.424 colaboradores (-9,4%), com o pessoal dirigente a passar de 197 para 166 (-15,7%) e os assistentes operacionais a passarem de 4599 para 3975 elementos (-13,5%). Há, portanto, uma vontade de racionalizar estruturas e racionalizar custos, corrigindo os erros acumulados durante muitos anos. De resto, o texto que acompanha o Mapa de Pessoal destaca a efectiva redução do número de cargos dirigentes e faz referência à necessidade de potenciar recursos e de assegurar ganhos de eficiência, significando que a CML está atenta às realidades nacionais, mas que não precisou de recorrer aos estagiários do FMI como fez o deslumbrado moedas que, por isso, muito tem levado na cabeça.