Depois das
depressões Ingrid e Joseph, o território continental
português foi assolado pela depressão Kristin
e aconteceu uma calamidade, sobretudo na região Centro do país, onde sopraram
ventos ciclonicos e foi registada uma rajada de 209 km por hora.
As imagens
televisivas que pudemos observar mostram a dimensão de uma enorme catástrofe
para que ninguém estava preparado, apesar dos habituais avisos amarelo e
laranja que, por serem tão frequentes, já ninguém lhes liga. Para além de
algumas mortes, houve muitas inundações, abundante queda de árvores, destruição
de infraestruturas, telhados e postes partidos, cortes de energia, internet e comunicações, numa escala a que
o país não estava habituado.
Os prejuízos são incalculáveis e os efeitos desta calamidade
irão sentir-se durante muito tempo.
O episódio,
segundo o IPMA, teve as características de um ciclone-bomba e foi agravado por um
fenómeno chamado sting jet, que é uma forte corrente descendente que,
por vezes, se desenvolve no bordo das depressões extratropicais e gera ventos muito
violentos e de efeitos muito destruidores.
Não é possível saber
se as autoridades responderam com prontidão a esta catástrofe, porque nestas ocasiões
de desespero é normal que surjam críticas por parte daqueles que sofrem e que precisam
de ajuda. Agora há que olhar para o problema e atacá-lo deixando para mais tarde
a avaliação do que aconteceu. Nestas circunstâncias de emergência, é necessária
a solidariedade e a entreajuda de todos – voluntários, bombeiros, militares, associações,
entidades locais – sobretudo nas áreas mais afectadas, para ajudar as populações
isoladas ou mais carenciadas, para contribuir para a limpeza e para recuperação
dos espaços públicos e para que a normalidade regresse tão depressa quanto possível.
Os portugueses que
tantas vezes têm sido solidários com causas alheias, bem podem agora unir-se por
esta causa humanitária.

Sem comentários:
Enviar um comentário