O Curdistão é uma
região do Médio Oriente que constitui “a maior nação sem Estado do mundo” e que
se estende por uma área semelhante à da Espanha, distribuindo-se por
territórios que pertencem à Turquia, ao Irão, à Síria e ao Iraque. Nessa área
vivem mais de 30 milhões de seres humanos, étnica e culturalmente curdos, mas
com nacionalidades turca, iraniana, síria ou iraquiana.
O Curdistão era
uma região dominada pelo Império Otomano mas com o desmembramento que se
verificou depois da Primeira Grande Guerra, a “terra dos curdos” foi dividida
entre os quatro países que ainda a ocupam.
A
partir de meados do século XX, têm-se sucedido rebeliões curdas “nos seus
territórios”, reclamando a autonomia e a liberdade cultural, mas também a
independência política, mas essa reivindicação de criação de um Estado curdo
tem tido forte oposição dos governos da região que reprimem os separatistas com
violência, mas também a indiferença da comunidade internacional e das grandes
potências.
A
título de exemplo, refira-se o que aconteceu com o regime iraquiano de Saddam
Hussein que lançou um ataque de armas químicas sobre uma cidade curda, com o
que aconteceu com a guerra santa que o ayatollah Khomeini declarou aos curdos e
o que tem acontecido regularmente com a violenta repressão aos curdos feita
pelo regime turco de Recep Erdoğan. No caso da guerra da Síria e da luta contra
o Daesh, todos reconhecem que foi o PKK (Partido dos Trabalhadores do
Curdistão) e as famosas e corajosas YPJ (Unidades
de Protecção Feminina) que mais apoiaram as forças dos Estados Unidos.
A
mais recente edição da revista francesa Le Point trata do problema dos
curdos e, para título dessa reportagem escolheu, e muito bem, "a traição do
Ocidente".

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