Terminou a 113ª
edição do Tour de France que é,
seguramente, um dos maiores espectáculos desportivos da actualidade, sobretudo
pela excelência das suas transmissões televisivas, que nos permitem acompanhar
a prova com bastante detalhe informativo, observar o entusiasmo popular que
suscita e ver muitas imagens do património natural e arquitectónico francês.
Naturalmente, há
competições desportivas que atraem o interesse e o entusiasmo de públicos mais
numerosos, como acontece com os Jogos Olímpicos, os grandes torneios de futebol
da FIFA e da UEFA, os torneios de ténis do Grand Slam ou as corridas de Formula
1, mas pode afirmar-se que o entusiasmo mobilizador do Tour de France é
único.
Nesta ano de 2026
os ciclistas pedalaram 3.320,7 quilómetros desde Barcelona até Paris, repartidos
por 21 etapas das quais oito em alta montanha, nos Pirinéus, no Maciço Central,
nos Vosges, no Jura e nos Alpes.
O vencedor foi o
ciclista esloveno
Tadej Pogačar que, com 27 anos de idade, juntou o seu nome ao lote de
pentacampeões do Tour de France, de
que fazem parte os franceses Jacques Anquetil e Bernard
Hinault, o belga Eddy Merckx e o espanhol Miguel Induráin. Os jornais
desportivos franceses e espanhóis, designadamente a Marca, com que ilustramos
este texto, mas também alguns jornais generalistas, destacaram a vitória deste
excepcional atleta que já é considerado o maior ciclista de todos os tempos.
Como curiosidade registamos que o único português que
participou nesta edição do Tour de France
foi o ciclista Nélson Oliveira da equipa espanhola Movistar. Terminou na 65ª
posição entre os 158 ciclistas que concluíram a prova, mas bateu
um recorde, ao tornar-se no primeiro ciclista a cumprir 24 grandes Voltas
consecutivas sem abandonos. É obra!

É oportuno lembrar, que longe das condições e apoios que hoje têm estes ciclistas, incluídos retornos financeiros, a figura que fizeram no Tour os "nossos" Alves Barbosa e Joaquim Agostinho".
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