Na sua mais
recente e controversa decisão relativa a toponímias geográficas de que não
gosta, o presidente Donald Trump assinou um decreto que altera o nome do Lago
Ontário que, segundo a sua vontade, passa a chamar-se “Lago América”.
Esta decisão
não tem qualquer valor e, tal como aconteceu com a decisão de mudar o nome do
Golfo do México para “Golfo América”, não passa de uma bizarra bizantinice do
Donald. O Lago Ontário tem
cerca de 19 mil quilómetros quadrados de superfície, localiza-se entre o estado
de Nova Iorque (americano) e a província do Ontário (canadiana) e nas suas
margens situam-se, entre outras, as cidades de Rochester (americana) e de
Toronto (canadiana), o que significa que o lago é pertença dos dos estados.
Mark Carney, o primeiro-ministro
do Canadá que por várias vezes tem enfrentado Trump sem tibiezas, rejeitou
imediatamente esta decisão e afirmou que os canadianos “agora e para
sempre” chamarão Lago Ontário a este lago.
Essa também foi a
ideia escolhida na sua edição de ontem pelo jornal Toronto Star, ao escolher
com grande destaque a manchete Lake
Ontario Forever, completada com um subtítulo em que o jornal escreveu: “A
manobra de Trump para mudar o nome do lago é um disparate, mas ele está a falar
muito a sério quanto ao seu desprezo pelo Canadá”.
Esta é mais uma
iniciativa de Donald Trump, a juntar à guerra do Irão e à crise económica, que
faz com que a sua popularidade esteja em queda nos Estados Unidos e ao nível
mais baixo de sempre, com 33% de apoiantes e 65% de desaprovações.
De facto, o
movimento Make America Great Again,
tão ligado à personalidade e ao narcisismo do Donald parece que falhou, para
sossego da América e do mundo.
