Foi há 25 anos
que um grupo de dezanove elementos fundamentalistas islâmicos da Al-Qaeda
sequestrou quatro aviões comerciais – dois Boeing 757 e dois Boeing 767 – conseguindo
levar dois deles a colidir com as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova
Iorque, o terceiro avião a colidir com o Pentágono, nos arredores de
Washington, enquanto o quarto avião se despenhou depois de alguns passageiros e
tripulantes terem resistido à acção dos sequestradores.
As Torres Gémeas
não resistiram ao impacto dos dois aviões, incendiaram-se e ruíram em pouco
tempo, representando o episódio mais trágico dos acontecimentos desse dia, em
que morreram quase três mil pessoas de cerca de setenta nacionalidades, incluindo
os 227 passageiros e tripulantes que se encontravam a bordo dos quatro aviões e
os 19 sequestradores.
Foi um acto
terrorista de uma violência extrema e sem precedentes, com o mundo a assistir horrorizado
a quase tudo em directo pela televisão. Hoje o jornal Público evocou a tragédia do 11 de Setembro de 2001, conhecido nos Estados
Unidos pela expressão 9/11, com destaque de primeira página e, como manchete, escolheu
a frase “o mundo mudou mas não ficou melhor”. De facto, existe uma ameaça permanente
de acções terroristas e essa convicção é mais forte, quando se lê o que disse o
responsável do MI5 britânico, Ken McCallum, numa entrevista hoje publicada pelo
jornal The Independent.
Disse ele que a Grã-Bretanha
está perante uma ameaça maior e mais complexa do que aconteceu em 2001, isto é,
alertou para que um possível novo choque estratégico, semelhante aos ataques de
11 de Setembro, pode já estar a ser preparado em áreas que os serviços de informação
não estão a monitorizar e sugeriu-lhes para olharem para além das ameaças do
passado e para se adaptarem aos desafios emergentes e inesperados. Algumas acções
realizadas no conflito do Médio Oriente, designadamente o assassinato selectivo
de personalidades iranianas, sugere que hoje há formas mais sofisticadas e igualmente
letais de terrorismo, sem necessidade de sequestrar aviões Boeing.
