sexta-feira, 11 de setembro de 2026

9/11 - O mundo mudou, mas ficou pior

Foi há 25 anos que um grupo de dezanove elementos fundamentalistas islâmicos da Al-Qaeda sequestrou quatro aviões comerciais – dois Boeing 757 e dois Boeing 767 – conseguindo levar dois deles a colidir com as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, o terceiro avião a colidir com o Pentágono, nos arredores de Washington, enquanto o quarto avião se despenhou depois de alguns passageiros e tripulantes terem resistido à acção dos sequestradores.
As Torres Gémeas não resistiram ao impacto dos dois aviões, incendiaram-se e ruíram em pouco tempo, representando o episódio mais trágico dos acontecimentos desse dia, em que morreram quase três mil pessoas de cerca de setenta nacionalidades, incluindo os 227 passageiros e tripulantes que se encontravam a bordo dos quatro aviões e os 19 sequestradores.
Foi um acto terrorista de uma violência extrema e sem precedentes, com o mundo a assistir horrorizado a quase tudo em directo pela televisão. Hoje o jornal Público evocou a tragédia do 11 de Setembro de 2001, conhecido nos Estados Unidos pela expressão 9/11, com destaque de primeira página e, como manchete, escolheu a frase “o mundo mudou mas não ficou melhor”. De facto, existe uma ameaça permanente de acções terroristas e essa convicção é mais forte, quando se lê o que disse o responsável do MI5 britânico, Ken McCallum, numa entrevista hoje publicada pelo jornal The Independent.
Disse ele que a Grã-Bretanha está perante uma ameaça maior e mais complexa do que aconteceu em 2001, isto é, alertou para que um possível novo choque estratégico, semelhante aos ataques de 11 de Setembro, pode já estar a ser preparado em áreas que os serviços de informação não estão a monitorizar e sugeriu-lhes para olharem para além das ameaças do passado e para se adaptarem aos desafios emergentes e inesperados. Algumas acções realizadas no conflito do Médio Oriente, designadamente o assassinato selectivo de personalidades iranianas, sugere que hoje há formas mais sofisticadas e igualmente letais de terrorismo, sem necessidade de sequestrar aviões Boeing.

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