Foram divulgados os resultados do PISA
2025 e uma onda de preocupações alastrou pelos países da OCDE, sobretudo na
Alemanha, França, Espanha e até Portugal, que registaram os seus piores
resultados de sempre em Leitura, Matemática e Ciências, atingindo mínimos
históricos desde que o programa foi criado no ano de 2000.
O jornal luxemburguês Le
Quotidien reflectiu essa preocupação ao trazer o tema para a sua
primeira página e ao escrever que “o nível dos alunos [está] em queda livre”.
O PISA (Programme for International
Student Assessment) é um programa internacional de avaliação de alunos que funciona
como uma rede mundial de desempenho escolar coordenada pela OCDE, com vista a
melhorar as políticas e os resultados no sector da educação. A avaliação é
realizada de três em três anos pelos países membros da OCDE e por alguns outros
países não membros, com base numa amostra de alunos de 15 anos de idade das
diversas redes de ensino, etnias, género e níveis socioeconómicos.
O relatório publicado na corrente semana - que não lemos - é preocupante, segundo revelou a imprensa, que informa que “as
competências em Matemática e Leitura dos alunos têm vindo a diminuir em todo o
mundo, sobretudo devido à digitalização e à diminuição da leitura por lazer, o
que causou consternação e promessas de ação em toda a Europa”.
Actualmente há uma
enorme heterogeneidade cultural dos alunos, os efeitos da evolução tecnológica
no processo educativo são intensos e, muitas vezes, a escola já não é o que era
e não se adaptou aos novos tempos, nem à conflitualidade laboral no sector, que
enfraqueceu a autoridade dos professores e diminuiu o reconhecimento social da sua
profissão.
A sociedade portuguesa tem sérios problemas na saúde, na habitação, na
justiça, na demografia, na desertificação do interior, na emigração dos jovens,
no combate à pobreza e, agora, está confrontada com uma dura realidade na educação.
A comunicação social anda ocupada com o João Palhinha e com o Luís Neves.
Espera-se que os nossos políticos tenham tempo para pensar nisto tudo.

Ainda bem que os cargos políticos são preenchidos por voluntários, após lutas renhidas entre os concorrentes, caso contrário teria de se recorrer ao sorteio, o que era uma chatice porque me poderia calhar a mim!
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