No próximo dia 1
de janeiro de 2027 iniciará o seu mandato o novo secretário-geral das Nações
Unidas, que substituirá António Guterres que exerce o cargo desde 2017.
A corrida para a
sucessão já começou há muito tempo e nela estão envolvidos os seguintes
candidatos: Rebeca
Grynspan (Costa Rica), Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana), Michelle Bachelet
(Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Macky
Sall (Senegal) e Olara Otunnu (Uganda). Existe a expectativa de, pela primeira
vez, ser uma mulher a ocupar aquele cargo e que seja respeitada a rotação
geográfica que, depois de Kofi Annan (Gana), Bab Ki-moon (Coreia do Sul) e António
Guterres (Portugal), deverá favorecer a América Latina e Caraíbas.
As candidaturas foram apresentadas pelos governos
dos estados membros e são apreciadas e votadas pelos 15 membros do Conselho de
Segurança, onde prevalece a capacidade de veto dos seus cinco membros
permanentes. Dessa forma, o consenso é difícil, mas é dele que resulta a
escolha e a proposta, com um só nome, que depois é votada na Assembleia Geral.
Até agora houve nove secretários-gerais
das Nações Unidas e António Guterres terá sido um dos que melhor preparados
estava para desempenhar o cargo, mas não foi feliz no seu desempenho, tendo
sido frequentemente hostilizado por Donald Trump e sem nunca ter tido o apoio claro
da União Europeia. Daí que não tenha obtido resultados positivos na questão
palestiniana, nem nos conflitos da Ucrânia e do Irão, nem no combate às
alterações climáticas, nem no controlo das migrações. Na realidade, as Nações
Unidas têm estado paralisadas política e até financeiramente, têm excesso de
burocracia e têm perdido autoridade no mundo. Guterres não conseguiu
libertar-se dessa complexa teia e embora seja injusto afirmá-lo, a decadência
das Nações Unidas tem um rosto: António Guterres.
Por isso, o
jornal catalão El Punt Avui, que se publica em Barcelona, não elogia o
desempenho de António Guterres e escreve que “a ONU procura um novo rumo”, acentuando
que o modelo criado em 1945 já está ultrapassado e que a organização carece de
uma profunda reforma.
