Ninguém imaginava
que a grandeza e o poderio económico e militar dos Estados Unidos ficassem
entregues a um psicopata louco e mentiroso, dominado por um narcisismo doentio,
que manifesta uma brutal crueldade para com aqueles que não concordam consigo ou
que não lhe obedecem, mesmo que tenha que violar todas as regras do direito
internacional.
Tem sido dessa
forma grosseira e sem pudor que Donald Trump tem ameaçado meio mundo e tem
atuado, ou se propõe atuar, na Ucrânia e na Gronelândia, em Gaza e na
Venezuela, no Irão ou em Cuba. O ataque agora feito ao Irão em coligação com o bárbaro
extremista de Israel, tem sido comparado com “a infâmia” do ataque japonês a
Pearl Harbour em 1941. De resto é cada vez mais evidente que o Donald segue as cruéis
diretivas da lei da bomba impostas por Benjamin Netanyahu, acusado de crimes de
guerra e crimes contra a humanidade, perante a vergonhosa cumplicidade de uma
Europa sem rumo e sem princípios, em que a corajosa excepção tem sido Pedro
Sánchez.
A opinião pública
americana é contra a guerra e contra os ataques ao Irão, ou seja, é contra a
política externa do fanfarrão Donald e o seu belicismo, enquanto a imprensa
europeia de referência designa as operações em curso no Irão como a ”guerra de
Trump”. Assim acontece na mais recente edição da revista alemã Stern,
que mostra o homem do boné na sua habitual agressiva e arrogante pose.
É cada vez mais
difícil que alguém sustente que haja qualquer tipo de legitimidade nesta
agressão terrorista da parelha Trump/Netanyahu, os dois tiranos que o mundo
enfrenta e que estão a destabilisar o nosso planeta. Contra Saddam Hussein
inventou-se que possuia armas de destruição maciça, o que era falso. Agora
contra o regime dos aiátolas inventou-se que o Irão teria armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais, o que também é falso.
E ainda há quem elogie
Trump e critique o Irão por se defender.

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