domingo, 8 de março de 2026

Um americano fanfarrão, narciso e cruel

Ninguém imaginava que a grandeza e o poderio económico e militar dos Estados Unidos ficassem entregues a um psicopata louco e mentiroso, dominado por um narcisismo doentio, que manifesta uma brutal crueldade para com aqueles que não concordam consigo ou que não lhe obedecem, mesmo que tenha que violar todas as regras do direito internacional.
Tem sido dessa forma grosseira e sem pudor que Donald Trump tem ameaçado meio mundo e tem atuado, ou se propõe atuar, na Ucrânia e na Gronelândia, em Gaza e na Venezuela, no Irão ou em Cuba. O ataque agora feito ao Irão em coligação com o bárbaro extremista de Israel, tem sido comparado com “a infâmia” do ataque japonês a Pearl Harbour em 1941. De resto é cada vez mais evidente que o Donald segue as cruéis diretivas da lei da bomba impostas por Benjamin Netanyahu, acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, perante a vergonhosa cumplicidade de uma Europa sem rumo e sem princípios, em que a corajosa excepção tem sido Pedro Sánchez.
A opinião pública americana é contra a guerra e contra os ataques ao Irão, ou seja, é contra a política externa do fanfarrão Donald e o seu belicismo, enquanto a imprensa europeia de referência designa as operações em curso no Irão como a ”guerra de Trump”. Assim acontece na mais recente edição da revista alemã Stern, que mostra o homem do boné na sua habitual agressiva e arrogante pose.
É cada vez mais difícil que alguém sustente que haja qualquer tipo de legitimidade nesta agressão terrorista da parelha Trump/Netanyahu, os dois tiranos que o mundo enfrenta e que estão a destabilisar o nosso planeta. Contra Saddam Hussein inventou-se que possuia armas de destruição maciça, o que era falso. Agora contra o regime dos aiátolas inventou-se que o Irão teria armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais, o que também é falso. 
E ainda há quem elogie Trump e critique o Irão por se defender.

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