sábado, 27 de junho de 2026

O Canadá está em festa, mas sob ameaça

Aproxima-se o Dia do Canadá, o dia em que se celebra a constituição de uma federação nascida no dia 1 de julho de 1867, quando se uniram quatro regiões da Província Unida do Canadá (o Ontário, que era o Canadá Ocidental e o Quebec que era o Canadá Oriental), com a Nova Escócia e a Nova Brunswick, provavelmente como forma de dissuasão de qualquer tentativa de anexação por parte dos Estados Unidos. 
Estas quatro províncias constituíram então o Domínio do Canadá, que era um reino que fazia parte do Império Britânico mas que, ao longo da história, cresceu até às atuais dez províncias e três territórios, quase todas ex-colónias britânicas, constituindo o segundo maior país do mundo em território, embora tenha apenas 40 milhões de habitantes. Apesar de ser parte do Império Britânico, o Canadá adquiriu um nível crescente de controlo político e de governação sobre os seus assuntos internos, enquanto o poder colonial se exercia na área da defesa nacional, das relações externas e nos assuntos constitucionais. Em 1982, com a aprovação da Lei Constitucional de 1982, o Canadá adquiriu a sua completa soberania.
O jornal National Post, que se publica em Toronto, antecipou a celebração dos 159 anos do que chama o Dominion of Freedom com uma ilustração que nos sugere a festa dos canadianos, mas também escreve em manchete que “mais do que oito em cada dez continuam orgulhosos de ser canadianos, embora muitos temam que o país não se mantenha unido”.
Realmente, com um vizinho poderoso e sob a governação de um homem ambicioso, tudo é possível e sem grande alarido para manipular a vontade política dos canadianos, bastando usar as novas tecnologias informáticas, as redes sociais e a exposição televisiva, acompanhadas pela mentira e pelo silenciamento da voz do adversário. Sem qualquer ameaça militar ou guerra económica.

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