segunda-feira, 29 de junho de 2026

Venezuela sofre com sismos destruidores

No passado dia 24 de junho o território venezuelano, sobretudo a cidade de Caracas e o estado costeiro de La Guaira, foi devastado por um duplo abalo sísmico de grande intensidade, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que aconteceram com apenas 39 segundos de intervalo. Mais tarde, foi anunciado que já se registaram 138 réplicas desde a ocorrência dos dois sismos.
As primeiras notícias sobre o sismo anunciavam uma catástrofe e informavam sobre a enorme destruição causada e, algumas delas, referiam que “o número de vítimas pode chegar a 100 mil”. Porém, de forma prudente, na sua edição de 25 de junho, o jornal Diário 2001 que se publica em Caracas, limitou-se a anunciar em manchete que “dos terremotos sacuden el país”, informando que a presidente Delcy Rodriguez “reportó 32 fallecidos y más de 700 heridos”, que “La Guaira es un caos” e que “Donald Trump ofreció ayuda a Venezuela”.
As imagens divulgadas mostram muita destruição e a ansiedade das pessoas que procuram familiares e amigos desaparecidos, certamente bloqueados pelos destroços dos prédios que ruíram. Vários países mobilizaram-se com equipas especializadas para ajudar na busca de sobreviventes e com auxílios materiais diversos.
Cinco dias depois da tragédia, estão contabilizados 1.450 mortos e 3.150 feridos, mas mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas. As operações de busca e salvamento já resgataram com vida 33 pessoas que estavam soterradas. Na importante comunidade portuguesa que vive na Venezuela estão registadas 53 mortos e 89 desaparecidos.
Muito duros têm sido os tempos recentes para a Venezuela e para os venezuelanos!

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