quinta-feira, 2 de julho de 2026

Trump, o negócio e o declínio da América

O diário espanhol El País destaca na sua edição de hoje que Donald Trump “ganó 1.200 millones com las criptomonedas em 2025”, mas os grandes jornais de referência americanos, como por exemplo o The New York Times e o Los Angelers Times referem que foram 2 mil milhões de dólares os lucros obtidos pelo seu presidente com o negócio das criptomoedas.
Donald Trump está a ser acusado de comportamento eticamente reprovável e de estar a enriquecer através do uso indevido da sua posição política, mas tem-se mostrado indiferente a essas acusações porque, afirma, já era rico antes de ser presidente. Segundo foi divulgado pela revista Forbes o património pessoal de Donald Trump quase triplicou entre 2024 e 2026, ao passar de 2,3 para 6,5 mil milhões de dólares, pelo que está a ser acusado de conflito de interesses, por ter investido nas criptomoedas, ao mesmo tempo que tomava várias medidas para desregulamentar o sector, fazendo disparar o preço dos seus activos. Aos lucros com as criptomoedas acrescentou os lucros com os produtos da marca Trump, que vão desde o vestuário e os seus bonés, até aos autocolantes para para-choques, mas também as bíblias vendidas em parceria com um cantor célebre.
Os rendimentos de Melania Trump também cresceram muito e incluem 10 milhões de dólares por um documentário que lhe é dedicado e que foi transmitido online pela Amazon, além de mais 500 mil dólares pelo livro “Melania”.
Isto não é apenas corrupção, mas é também um sinal de uma Democracia e de um Estado de Direito que não funcionam e, em última análise, é o declínio da América.
Perante este quadro, em que Donald Trump junta uma corrupção absoluta a um estilo pessoal narcisista, ganancioso, grosseiro e fanfarrão, é caso para dizer que a melhor maneira que os americanos teriam para celebrar os 250 anos da sua independência era demiti-lo. Ganhavam os Estados Unidos e ganhava o mundo.

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