Depois de uma
exibição descolorida, desinspirada e medíocre contra a República Democrática do Congo e de fortes
críticas internas que lhe foram dirigidas, a seleção nacional de futebol defrontou a
equipa do Uzbequistão e ganhou por 5-0, com uma exibição e golos que
entusiasmaram os portugueses.
Foi um caso em
que, com toda a propriedade, os jogadores passaram de bestas a bestiais. Marcar
cincos golos num jogo do Mundial é uma coisa rara, mas aconteceu com
naturalidade, o que veio animar aqueles que acham que a equipa portuguesa pode
ganhar a competição. “A idade não perdoa” mas, ao contrário do que tem acontecido
nos últimos tempos, os 41 anos de idade de Cristiano Ronaldo estiveram ativos, ele jogou com a equipa e marcou dois golos. Em 2006 tinha marcado um golo ao Irão,
em 2010 à Coreia do Norte, em 2014 ao Gana, em 2018 à Espanha (três golos) e a
Marrocos e, em 2022, marcou ao Gana. Com os dois golos agora marcados ao
Uzbequistão somou dez golos e ultrapassou Eusébio como o melhor marcador
português em Mundiais, tornando-se o primeiro futebolista a marcar golos em
seis campeonatos do mundo. A imprensa internacional destacou este feito
histórico e alguns jornais desportivos internacionais escolheram a sua fotografia
para ilustrar as suas primeiras páginas, como aconteceu com o diário mexicano esto,
impressionados com a longevidade de CR7 e com o desempenho do jogador de campo mais
velho deste Mundial.
Apesar desta
unanimidade em torno do singular historial futebolístico de Cristiano Ronaldo,
que faz dele o mais famoso português de todos os tempos, é necessário respeitar
a sua idade e fazer a sua gestão desportiva de forma equilibrada, para evitar danos
emocionais irreparáveis ao próprio e aos seus admiradores.
Entretanto, o Mundial
vai continuar…

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