domingo, 1 de março de 2026

A nova guerra de Donald Trump

Os figurões Donald Trump e Benjamin Netanyahu que governam os Estados Unidos e Israel, têm sob as suas ordens poderosas forças militares com as quais decidiram atacar o Irão, uma república teocrática islâmica que possui abundantes recursos petrolíferos.
Foi no sábado e, embora as informações que nos chegam pela comunicação social sejam vagas e até contraditórias, tudo aponta para que o ataque tenha sido devastador, tendo sido mortos muitos dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo que era, desde há 35 anos, o aiatolá Ali Khamenei.
Decorriam negociações entre os Estados Unidos e o Irão para encontrar uma solução para a questão nuclear iraniana, havendo algumas declarações que referiam que havia progressos, pelo que a decisão daqueles dois figurões foi criminosa, injusta, violadora do direito internacional e um atentado à paz mundial. É certo que o regime iraniano é uma ditadura, autoritário e arrogante, que o país vive sob um regime de terror, ou próximo dele, mas nem Trump nem Netanyahu são polícias do mundo, nem têm qualquer legitimidade para alterar desta forma o regime iraniano.
Com esta iniciativa que vários países europeus condenaram abertamente, tanto Trump como Netanyahu revelaram, uma vez mais, o seu alinhamento com práticas que violam a soberania de outros estados e o direito internacional, além de serem cruéis e desumanas e tenham características bem próximas de um terrorismo.
O que Netanyahu fez em Gaza, tal como o que Trump fez na Venezuela e em Cuba merecem o repúdio da comunidade internacional, embora a Europa tivesse ficado calada. Agora os dois figurões juntaram forças e atacaram o Irão, provavelmente a pensar no seu petróleo. 
Na sua edição de hoje o jornal Público fez jornalismo e, ao contrário da generalidade da imprensa internacional que noticiou a morte de Ali Khamenei, o jornal português disse e bem que é “a nova guerra de Trump”.
Esse Donald queria ganhar o Nobel da Paz, mas só pensa na guerra. Está a ser um problema para a América e para o mundo…

1 comentário:

  1. Que direito tem esse figurão de ridículo boné de pala de se armar em chefe da polícia do mundo, fazer crer aos seus cidadãos que são o corpo dessa polícia e que isso é fazer o seu país “great again”? Apenas o direito da força!
    O mesmo direito usado por outro figurão em martirizar um povo à sua volta, pilhando-lhe o terreno e impedindo que lhe cheguem os meios básicos de subsistência, procurando pura e simplesmente eliminá-lo se o deixarem e submetendo os vizinhos ao abrigo do mesmo direito.
    Um e outro utilizam-se mutuamente, já que com interesses diferentes, se completam.
    Ambos estão sob a alçada da justiça e ao que parece, só não estão “dentro” porque ocupam os cargos que desempenham.
    Nos lados opostos, os seus responsáveis estão muito longe de serem uns meninos de côro e aqui se aplica o velho aforismo de quem apareceu primeiro, se o ovo se a galinha.
    Mas quando estamos perante crimes contra a humanidade, reconhecidos sobejamente por Homens que se destacam pelo seu humanismo, solidariedade e lutadores pela Paz, cada um que ponha a mão na consciência e defenda o lado que ela lhe ditar.

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