O dia 24 de
fevereiro de 2022 marca o início da tentativa russa de ocupar Kiev e da guerra
que, desde então, se intensificou na Ucrânia. Quatro anos depois, alguns
jornais evocaram essa data a priori e
aqui foram referenciados, mas outros trataram-na a posteriori e apresentam-no nas suas edições de hoje, evidenciando
uma grande solidariedade para com a resistência e coragem ucranianas. Porém,
são evidentes dois tipos de posicionamento: alguns jornais anunciam mais
solidariedade e mais apoio de armas e dinheiro à Ucrânia, com a presença em
Kiev de António Costa, Ursula von der Leyen e outros líderes, enquanto outros jornais
mostram a fotografia dos cemitérios ucranianos numa verdadeira mensagem de
apelo à paz.
Entre estes
destaca-se o jornal canadiano Toronto Star que, para além do
título “quatro anos de derramamento de sangue”, publica uma fotografia de um
cemitério em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, em que foram colocadas
bandeiras nacionais nas campas dos mortos.
É sabido que a
guerra tem sido muito violenta e que até o próprio Donald Trump argumenta que é
preciso acabar com “a matança e o massacre”, porque está a morrer muita gente
jovem, mas nenhuma das partes tem sido clara na divulgação dessa informação.
Segundo algumas estimativas, o número combinado de militares mortos, feridos ou
desaparecidos dos dois lados pode chegar a 1.800.000.
Como aqui desde
sempre tem sido salientado, é necessário que a guerra acabe depressa para que o
povo ucraniano tenha a paz, o sossego e o progresso a que tem direito e possa escolher livremente as suas opções, sem
a pressão de Moscovo, nem de Bruxelas, nem de Washington.

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