O violento e
brutal ataque contra o Irão que foi desencadeado pela parelha Trump-Netanyahu e
está em curso, não é apenas uma grosseira violação da ordem e da lei
internacionais, mas é também uma tentativa de controlar o petróleo iraniano e
um crime contra as populações indefesas e, esperemos, que não seja uma
provocação aos aliados do Irão, sobretudo a Rússia e a China.
Donald Trump revela
cada vez mais desequilíbrios mentais, vive obcecado com a sua promessa de fazer
a América grande outra vez e já afirmou várias vezes que defende os interesses
americanos, isto é, a pilhagem dos recursos naturais dos outros países, seja o
petróleo da Venezuela ou do Irão, sejam as terras raras da Ucrânia e da
Gronelândia.
Se Luís XIV dizia
que “l’État c’est moi”, o Donald sonha em poder um dia afirmar “I rule the world”. Não
lhe interessam os regimes políticos desde que os países se submetam à sua
vontade e para esse desígnio subversivo, usa o poder das suas armas, o terror
das suas bombas, a violência da sua destruição. As imagens que nos chegam pela
televisão mostram-nos mais uma vez o horror da guerra, tal como faz a primeira
página do jornal britânico The Guardian, porque os jornais
americanos não mostram a face hedionda da guerra e preferem enfatizar a morte
do clérigo ditador Ali Khamenei, talvez para ajudar o Donald, ou por ter medo dele.
Porém, os cidadãos americanos
não estão com o Donald e estão maioritariamente contra esta ação da parelha Trump/Netanyahu.
Segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos há 43% dos americanos que estão contra e apenas
27% apoiam os ataques militares ao Irão, mas uma sondagem da CNN revela que 59%
dos americanos desaprovam a iniciativa de Trump.
Por isso, que se calem os canhões
e que avance o diálogo.

Sem comentários:
Enviar um comentário