segunda-feira, 25 de maio de 2026

Os líderes fracos e o declínio da Europa

Como tem sido evidente desde há alguns anos e como neste espaço tem sido salientado algumas vezes, a Europa está em acentuado declínio e tem desperdiçado o seu histórico capital de credibilidade perante o mundo, sobretudo porque tem sido dirigida por gente incompetente, vaidosa e medíocre. Gente que, simplesmente não presta. 
A edição de fim-de-semana do jornal The Guardian inclui uma excelente reportagem sobre a impopularidade dos líderes europeus, salientando the sinking feeling, ou o sentido de afundamento. A capa desta edição é esclarecedora, com uma embarcação a afundar-se com Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz, enquanto Pedro Sánchez e Giorgia Meloni usam bóias que ainda os poderão salvar. Segundo a ilustração, apenas a dinamarquesa Mette Frederiksen consegue salvar-se numa pequeno bote a remos, porque enfrentou com coragem o fanfarrão americano.
O jornal revela os índices de popularidade, ou de apoio-rejeição, dos líderes europeus: Starmer (27-63), Merz (19-76) e Macron (18-75), isto é, são ainda mais impopulares que Donald Trump (38-57). Quando os líderes alemão e francês, que também são os líderes da União Europeia, têm apenas o apoio de 19% e de 18% dos seus cidadãos, é caso para nos preocuparmos, tal como nos sentimos enganados quando vemos as tristes figuras que fazem os submissos Mark Rutte e Ursula van der Leyen.
Evidentemente que os europeus não aceitam a timidez, ou até a cobardia, destes líderes perante Donald Trump, nem a sua passividade, ou mesmo cumplicidade, face ao comportamento criminoso de Netanyahu. Nem reconhecem que a solução do problema ucraniano esteja na entrega de rios de dinheiro a Zelensky e na aplicação de sanções a Putin. 
Significa, portanto, que os líderes europeus têm estado do lado errado, do lado de quem não privilegia a paz, do lado do extremismo e a favor dos interesses das indústrias do armamento e que são cúmplices com a desinformação que tem enganado os europeus.

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