domingo, 24 de maio de 2026

Mark Rutte, o lacaio favorito do Donald

Nas teorias da comunicação surgidas no século XX para conhecer os efeitos sociais dos novos meios de comunicação - rádio e da televisão – é sempre destacada a célebre emissão radiofónica da CBS conduzida em 1938 por Orson Welles, baseada em “A Guerra dos Mundos”. 
Esse programa “transmitiu em directo” uma invasão devastadora de marcianos que atacaram Nova Iorque e outras cidades americanas. O pânico foi generalizado, os nova-iorquinos ficaram aterrorizados e essa histórica emissão passou a ser um paradigma dos efeitos sociais dos mass media. Quase cem anos depois, um palerma chamado Mark Rutte, que é o secretário-geral da NATO, veio usar a mesma ideia para criar o pânico e para nos dizer que o perigo são os russos e não são os marcianos.
Conforme noticia o jornal The Independent, o palerma disse que “a Rússia poderar atacar a NATO dentro de cinco anos” e voltou a adirmar que “as despesas militares devem aumentar rapidamente para que as nossas forças armadas disponham dos meios de que necessitam para nos manter seguros”. Há poucos meses, em directo pela televisão, o palerma sabujou-se de uma forma ridícula e indigna ao presidente do Estados Unidos, ao atribuir-lhe “todo o mérito” por levar os membros da NATO a aumentar as despesas militares para 5% do PIB e dizer-lhe que a Europa iria comprar e pagar material americano.
Donald Trump é um homem de negócios e, segundo afirmam os jornais, já acrescentou a sua fortuna em milhares de milhões desde que chegou à presidência dos Estados Unidos. Tudo lhe serve para ganhar dinheiro – bonés e perfumes, jantares e hotéis e, naturalmente, mísseis, drones e aviões.
O palerma do Mark Rutte é o seu lacaio favorito e o seu agente de negócios junto dos países da NATO. Por isso, para ser eficaz no marketing dos interesses do seu patrão, recorre à imaginação de Orson Welles e ameaça com o perigo russo, tal como acontecia nos anos mais tensos da Guerra Fria.

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