Toda a imprensa
macaense de hoje destaca que a Ponte da Amizade, que liga a península de Macau
à ilha da Taipa, vai ser objecto de “obras em larga escala” que demorarão cerca
de dois meses e meio. Segundo foi anunciado, será feita a repavimentação asfáltica
das faixas de rodagem e a substituição das juntas de dilatação, para além de
outros trabalhos de manutenção.
Actualmente a
península de Macau tem cinco pontes que a ligam às ilhas da Taipa e de Coloane
e à zona de Hengqin, tendo as duas mais antigas sido construídas pela
administração portuguesa do terrritório. A primeira dessas pontes, ligando a
península à ilha da Taipa, é a Ponte Governador Nobre de Carvalho – a ponte
velha – que foi projectada pelo engenheiro Edgar Cardoso e foi inaugurada em
1974. A segunda ponte mais antiga a ligar aqueles dois espaços territoriais é a
Ponte da Amizade – a ponte nova – que foi projectada pelo engenheiro José Câncio Martins, com uma peculiar e
artística forma ondulada e quatro faixas de rodagem, que começou a ser
construída em 1990 e foi inaugurada em 1994.
Em 2005 o Centro
Histórico de Macau entrou na Lista do Património Mundial da Unesco, em
reconhecimento pela sua arquitectura e pela sua história, enquanto pioneiro
entreposto comercial europeu com a China. Nessa longa história de cerca de 450
anos de permanência portuguesa em Macau, as duas pontes construídas pelos
portugueses constituem dois importantes legados arquitectónicos, como destaca a
edição de hoje do jtm – Tribuna de Macau.
Este texto é,
também, uma homenagem aos meus amigos cujas vidas passaram por Macau e, de forma especial, ao meu amigo FDC.

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