quarta-feira, 10 de junho de 2026

Um míssil que não chegou ao seu destino

Embora as notícias sejam muito contraditórias e estejam viciadas pela propaganda, parece evidente que Israel, a pretexto de garantir a sua segurança, está a seguir uma política expansionista agressiva e ilegal, que passou pela destruição de Gaza, pela presença militar activa na Cisjordânia que é solo palestiniano, pela ocupação de território de um país soberano que é a Síria e, mais recentemente, pela operação em curso que quer fazer ao sul do Líbano o mesmo que fez em Gaza. Como argumento, o regime do carniceiro Netanyahu invoca o seu direito para combater o Hamas e o Hezbollah, bem como a humilhação permanente da Autoridade Nacional Palestiniana, criada em 1994 e que, desde 2012, tem assento nas Nações Unidas com o estatuto de observador.
Porém, na sua desenfreada e criminosa corrida bélica contra tudo o que não se lhe submeta, o carniceiro de Israel decidiu atacar a cidade de Beirute, até porque continua a tirar partido da hipocrisia europeia e dos seus líderes medíocres e desprovidos de coragem, que uma vez mais se calaram. O mesmo não fez o Irão, cujo regime é controlado de forma autoritária e opressiva por líderes religiosos fanáticos, que, em solidariedade para com o Líbano, decidiu responder à ofensiva israelita com uma vaga de mísseis, no primeiro ataque desde o cessar-fogo de abril. Acontece que, no dia 8 de junho, um grande míssil balístico iraniano lançado contra Israel, caiu e ficou encravado no solo perto de Jericó, na Cisjordânia. 
Muitos jornais internacionais, como por exemplo o diário belga DeMorgen, ilustraram as suas primeiras páginas com a insólita fotografia do míssil iraniano.

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