A 23ª
edição do Campeonato Mundial de Futebol da Federação Internacional de Futebol
(FIFA) começou no dia 11 de junho na Cidade do México e vai decorrer até ao dia
19 de julho. Pela primeira vez a competição será disputada em três países e terá
a presença de 48 equipas nacionais, divididas por 12 grupos de quatro equipas.
Serão disputados 104 jogos em 16 cidades-sede: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey (México), Atlanta,
Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque/Nova
Jersey, Filadélfia, Baía de São Francisco e Seattle (Estados Unidos) e Toronto e Vancouver (Canadá).
O mundo acompanha este Mundial com grande curiosidade e muito
entusiasmo, com as guerras e as políticas a passar para segundo plano, mas o mundo
dos negócios está atento e tem as suas garras afiadas, sobretudo no maior dos
países anfitriões onde tudo tem que gerar rendimento e onde o Donald
Trump vai aproveitar para se promover interna e internacionalmente e, certamente, para juntar mais alguns milhões à sua conta pessoal.
A seleção portuguesa está presente e os entendidos dizem que
é uma das favoritas à vitória. Não sei se assim é mas, tal como a generalidade
dos portugueses, vou acompanhar o Mundial com entusiasmo e vou desejar que tudo
corra bem e que marquem mais golos do que os que tiverem que sofrer. Os nossos
compatriotas vibram com a “equipa das quinas” e com as prestações artísticas
dos seus ídolos. Se a “equipa de todos nós” tiver bons resultados, desperta uma
onda de alegria e felicidade nos portugueses e anestesia-os das dores que
sofrem diariamente com os baixos salários, o custo de vida, o aumento dos
combustíveis, as esperas no SNS, a ausência de oiliciamento na via pública, a
sujidade urbana e a mediocridade e impreparação de muitos políticos.
A imprensa mundial tem dedicado edições especiais a este
fenómeno desportivo, mediático e comercial, assim acontecendo com o jornal
italiano Corriere dello Sport que, não podendo falar da
“escandalosa” ausência da Itália, evoca a
rivalidade entre os “históricos” ícones Ronaldo e Messi, que vão ter “the last
dance”, apontando como favoritos à vitória a França, a Argentina e a Espanha.

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