A dois dias da
abertura oficial da fase final do Mundial de Futebol aumentam as notícias sobre
aquele que, à escala global, é considerado “o maior acontecimento do ano”, em
que se esperam milhões de espectadores nos estádios, em frente das televisões,
ou a manipular os seus personal computers
e smartphones.
A revista alemã Der
Spiegel também tratou o tema, embora se tivesse concentrado no “actor
Trump que explora o futebol” e tivesse escolhido como título de primeira página
“o desmancha prazeres” e, em subtítulo, a frase “como Donald Trump está a
abusar do Mundial”.
A ilustração que a
revista escolheu é significativa. O troféu do Campeonato do Mundo da FIFA que
foi criado em 1974 pela empresa italiana Stabilimento Artistico Bertoni e que é
feito de ouro de dezoito quilates, mostra duas figuras humanas segurando o
globo terrestre, mas os ilustradores da revista “substituíram” o globo
terrestre pela cabeça de Donald Trump, numa alusão ao seu envolvimento nos
interesses que o Mundial anima. Segundo é salientado pela imprensa “o Mundial
está a tornar-se numa ‘mina de ouro’ para o governo de Trump” e “o gigantismo
de Trump e a ganância de [Gianni] Infantino estão a transformar o Mundial numa
máquina de fazer dinheiro para a FIFA e para os americanos”.
É sabido que
Donald Trump não suporta quando alguém lhe rouba o protagonismo e, ainda
segundo a imprensa, “há propaganda presidencial por toda a parte”, temendo-se
que Trump procure “numa dimensão grotesca e perigosa”, estar em cena no maior
palco do mundo deste verão. Como diz o Der Spiegel, será o desmancha prazeres deste Mundial, pois vai querer ser o protagonista e vai querer ofuscar o brilho dos jogadores.

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