Os jornais
argentinos e espanhóis, mas também de alguns outros países, destacaram o
talento e a eficácia futebolística de Lionel Andrés Messi, que com 38 anos de idade, meteu
os três golos com que a Argentina bateu a Argélia no seu primeiro jogo para o
Mundial, disputado ontem em Kansas City. O famoso diário italiano La
Gazzetta dello Sport, que se publica em Milão desde 1896 e é o mais
antigo jornal desportivo da Europa, dedica-lhe a sua edição de hoje com a
manchete “il re é sempre Leo”, isto é, o rei é sempre Leo.
Esta afirmação é
demolidora para Cristiano Ronaldo que, no mesmo dia, teve uma exibição
decepcionante contra a República Democrática do Congo em Houston e que, segundo
o mesmo jornal, “tropeça em campo, não causa impacto, decepciona, nunca marca
golo”.
Ao longo dos anos, Ronaldo e Messi sempre se
encararam de frente, conquistando Bolas de Ouro e Ligas dos Campeões, “mas
agora parecem mais distantes do que nunca, porque no mesmo dia um marca três
golos e o outro decepciona”. O jornal escreve que, enquanto em Portugal “não
perdoam” a Cristiano Ronaldo, na Argentina deliram com Messi que “se
candidatasse amanhã à presidência da Argentina, teria 80% dos votos”.
Cristiano Ronaldo
é o português mais famoso de toda a nossa história de nove séculos e merece a
nossa admiração e o nosso respeito, pelo que é tão doloroso ler este tipo de
comentários, como assistir a um jogo como aquele que a equipa nacional ontem
disputou, sem alegria, sem ambição e sem vontade de vencer, o que deixou os
portugueses em estado de choque, porque os mass
media e os comentadores do regime os convenceram que iriam ser campeões do mundo. Agora, como dizem
os futebolistas quando perdem, “é preciso levantar a cabeça”

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