sexta-feira, 5 de junho de 2026

Uma repreensão dirigida a Donald Trump

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, cuja designação oficial é United States House of Representatives, ou simplesmente House, votou e aprovou uma resolução sobre os poderes presidenciais em relação à guerra contra o Irão. Embora a maioria desta câmara de deputados seja republicana, a minoria democrata prevaleceu com apoio de quatro votos republicanos e a resolução foi aprovada por 215 a 208 votos.
A resolução é indicativa para Donald Trump, no sentido de “retirar as forças armadas americanas das hostilidades com o Irão, a menos que o Congresso vote pela declaração de guerra, ou autorize o uso da força militar contra o país”, o que nunca aconteceu.
O jornal nova-iorquino Daily News destacou na sua edição de ontem que “a Câmara repreende Trump a respeito do Irão” ao votar pela suspensão da guerra e, se bem que seja uma declaração simbólica e a nada obrigue, ficam muito limitados os poderes presidenciais. Os membros da Câmara dos Representantes são eleitos pelo voto popular em cada estado e, de certo modo, representam a vontade dos eleitores que se estão a mostrar mais descontentes com a política de Trump, sobretudo em relação ao aumento do custo de vida e dos combustíveis, mas que também se mostram, cada vez mais, não apoiantes da guerra contra o Irão e os seus astronómicos custos.
O facto é que nos últimos tempos Donald Trump parece estar sem saber o que fazer, não tem mostrado o seu habitual ar fanfarrão e até já critica Benjamin Netanyahu, o criminoso a quem o Tribunal Penal Internacional expediu um mandato de captura com acusações de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, mas que continua a destruir e a matar os seus vizinhos... com a Europa calada. 
O Donald tem feito quase tudo o que lhe apetece e anda a incendiar o mundo, mas é um bom sinal que lhe tenha sido mostrado este cartão amarelo. Já não era sem tempo.

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