A mais recente
edição do jornal Libération é demolidora para Donald Trump, tanto pela sua
acusadora manchete ao afirmar que “desde a sua reeleição, segundo a revista Forbes, o presidente dos Estados Unidos
e sua família teriam embolsado 1,4 mil milhões de dólares”, mas também pela
imagem da capa que mostra uma estátua de Donald Trump feita de metal maciço
banhado a ouro, em que a personagem se apresenta de punho erguido – “une image
qui fait presque mal aux yeux”.
A jornalista Alexandra Schwartzbrod chama-lhe
”aproveitador” e desvenda a mistura de interesses e de negócios deste homem de
excessos, de narcisismo doentio e de fanfarronice, que usa a desinformação e a
ameaça para satisfazer os seus interesses. Convencido de que está protegido por
uma capa de invencibilidade e de super-herói, ele confunde os limites e explora
a sua posição presidencial para cobrar por tudo o que leva o seu nome, desde os
seus caricatos bonés até aos hotéis e campos de golfe que lhe pertencem, ou que
controla, nos quais as suas iniciais aparecem estampadas em letras douradas. O
mesmo acontece com o seu famoso resort Mar-a-Lago,
na Florida, onde são cobrados preços exorbitantes pela condição de membro, ou
por quaisquer alugueres.
O trabalho
jornalístico também trata das guerras de Trump e dos que delas beneficiam, referindo que “o Pentágono está a esvaziar os seus cofres ao despejar o
equivalente a mais de mil milhões de dólares em bombardeamentos no Irão todos
os dias, segundo estimativas da Forbes”.
A indústria da guerra floresce e Donald Trump e os seus amigos aproveitam.
Porém, o remate
mais incisivo no demolidor texto do Libération está na seguinte frase:
“Basicamente, seja você um chefe de Estado ou um empresário, se quiser um favor
de Trump, basta pagar”.
Nos seus túmulos,
os pais fundadores da nação que em 1766 assinaram em Filadélfia a Declaração de
Independência dos Estados Unidos, devem dar voltas…

Este senhor(?) também possui o recorde de ter esgotado todos os adjectivos pejorativos existentes em qualquer língua.
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